Foi bastante tumultuada a chegada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, à CPI da Petrobras, na manhã desta quinta-feira. Um homem havia levado uma caixa com ratos para o plenário e soltou os animais assim que o petista se apresentou na sessão.
Houve confusão e corre-corre. A Polícia Legislativa retirou pelo menos uma pessoa do plenário da CPI, mas não informou se era o homem que soltou os ratos e também para onde ele foi levado.
Após o episódio, deputados governistas acusaram a oposição de querer transformar a CPI em um circo.
Vaccari começou a prestar depoimento por volta das 10h50min e pessoas sem credenciais estão sendo barradas pelos policiais legislativos de entrar no plenário.
O tesoureiro do PT foi citado em delações da Lava Jato como operador do PT no esquema de corrupção da Petrobras. O dinheiro, fruto de pagamento de propina, teria alimentado campanhas eleitorais – inclusive a da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010.
No depoimento à CPI, Vaccari Neto negou as acusações e afirmou que as doações para as campanhas foram todas feitas de forma legal.
Ele afirmou que nunca tratou de doações ao PT com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, nem com Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços. Ambos os executivos confessaram os desvios na estatal e firmaram acordo de delação premiada.
"Barusco nunca fez parte da minha intimidade e também nunca tratei com ele qualquer assunto de finanças do partido. Todas as vezes que encontrei com ele sempre estava acompanhado de mais pessoas", declarou o petista.
Vaccari Neto afirmou ainda que conheceu o doleiro Alberto Youssef "casualmente" e "há muitos anos". Disse, no entanto, que nunca se relacionou com ele ou tratou de negócios.

















