Em busca da balneabilidade, Unidade de Recuperação Ambiental da Beira-mar Norte já tem resultados positivos
Todo mundo sabe que a Avenida Beira-Mar Norte, uma das mais bonitas de Florianópolis, está sendo alvo de um projeto de saneamento básico pioneiro no país: a despoluição do mar. O que, no entanto, muita gente não imagina é a velocidade da mudança.
No dia 7 de março, foi oficialmente inaugurada a Unidade de Recuperação Ambiental (URA), que executa o mesmo processo físico-químico de uma estação de tratamento de esgoto/água, com a diferença de ser ligada em quinze pontos da rede pluvial distribuídos em 3,5 quilômetros entre o Grupo de Busca e Salvamento do Bombeiros e a Ponta do Coral.
Desde março, a URA tem tratado em torno de 468 mil litros por hora no período diurno, e de madrugada por volta de 252 mil litros por hora – o que equivale a quatro piscinas olímpicas, que pelo padrão estabelecido, tem 2,5 milhões de litros de água.
Desde a operação plena de sua capacidade, a URA devolveu ao mar aproximadamente 520 piscinas olímpicas. Não é pouco.
— Esse sistema é inédito no Brasil e foi inspirado no processo que limpou a praia de Santa Mônica, na Califórnia — disse o engenheiro responsável Pery Fornari Filho.
A obra, que custou aproximadamente R$ 18 milhões, foi implementada no período recorde de aproximadamente um ano, permitindo o assentamento de 3,6 mil metros de rede coletora em uma área de grande movimentação de pedestres. Também foram instaladas 15 grandes estruturas de concreto e 31 válvulas bloqueadoras.
O projeto ainda está em fase pré-operacional. Ou seja, neste momento, são feitos os testes e ajustes operacionais e somente após a Casan obter uma maior constância nos resultados da URA é que essa fase será encerrada.
Nesses sete primeiros meses, o consórcio vencedor da licitação do Projeto URA é quem está responsável pela pré-operação, porém com o acompanhamento da equipe da Casan.
De acordo com Pery, semanalmente são coletadas amostras de água da baía em quatro locais diferentes: em frente ao Koxixo’s, Shopping Beiramar, URA e Trapiche. Estas medições ocorrem na beira da praia. Mensalmente as medições vão mais longe, nas distâncias de 200 e 500 metros da areia.
As análises da CASAN mostram que vem caindo o índice de coliformes fecais nas saídas de rede de drenagem (água da chuva). No início, mediam-se dois pontos, e hoje a medição já atinge quatro pontos da praia, uma vez por semana.

Despoluição demanda colaboração da população
Paralelamente à ação ambiental há o programa “Floripa Se Liga na Rede”, que visa conscientizar a população a fazer sua parte, com a correta ligação dos imóveis à rede coletora de esgoto. A iniciativa busca resolver o problema por meio do diálogo com os donos dos imóveis, além de fornecer o suporte técnico e facilidades financeiras para que façam a conexão. Além disso, também ocorrem blitz que fiscalizam irregularidades e, caso haja necessidade, multam os responsáveis pela poluição.
Todas as iniciativas são parte dos esforços da Prefeitura Municipal de Florianópolis para garantir a preservação do ecossistema da região, tornando a cidade mais limpa e melhorando a qualidade de vida do local.
— Sabemos que temos um paraíso natural em nossas mãos e queremos fazer o possível para garantir que a natureza da nossa cidade seja preservada. Contamos com a colaboração da população para cuidar do que é nosso — diz o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.




















