Um padrasto de 42 anos foi preso preventivamente na sexta-feira (29) suspeito de estuprar e engravidar a enteada dele, de 12 anos. A família mora em Ilhota, no Vale do Itajaí. A mãe da menina procurou a polícia na quinta (28) após desconfiar do crescimento da barriga da filha. De acordo com o delegado Bruno Fernando, responsável pelo caso, o suspeito confessou o crime.
Descoberta
Na quinta, a mulher comprou um teste de gravidez e pediu que a menina fizesse. Após o resultado positivo, a mãe conversou com a filha. “Ela questionou com quem ela teria se relacionado, momento em que ela teria falado que era com o papai, que é o padrasto”, disse o delegado.
Segundo o relato da mãe à polícia, a menina não havia contado sobre o crime à família por medo de que o homem fizesse algum mal para eles.
Quando o suspeito chegou do trabalho, foi questionado pela mãe da vítima. “Ele confessou para a própria esposa que teria tido a relação, disse que foi consensual. De maneira esdrúxula, argumentou que achava que ela não ia ficar grávida”, relatou o delegado.
Em seguida, a mãe mandou o suspeito sair de casa e chamou a Polícia Militar, que fez o boletim de ocorrência. Esse documento foi encaminhado à delegacia de Gaspar, cidade vizinha, que abriu inquérito. “A gente passou a adolescente para a psicóloga policial nossa, que fez a oitiva dela. Ouvimos a mãe, que apresentou o teste de gravidez”, disse o delegado. O depoimento delas foi colhido na sexta.
A vítima foi levada ao posto de saúde, onde a gestação foi confirmada por um médico. Em seguida, a menina foi encaminhada ao Instituto Geral de Perícias (IGP), onde fez exame de corpo de delito. A Polícia Civil aguarda o resultado dele para acrescentar ao inquérito.
Na sexta, o suspeito foi até a delegacia espontaneamente para dar a própria versão dos fatos. A Polícia Civil já havia pedido à Justiça a prisão preventiva dele e estava com o mandado contra ele por estupro de vulnerável. Após o depoimento, ele foi preso. Na própria sexta, foi levado ao Presídio Regional de Blumenau, no Vale do Itajaí.
A Polícia Civil espera concluir o inquérito em uma semana. De acordo com o delegado, os policiais aguardam o resultado de alguns exames, como o do IGP, e procuram ouvir mais testemunhas. A vítima terá acompanhamento do Conselho Tutelar. O delegado afirmou que, de acordo com os depoimentos colhidos até este sábado (30), os abusos teriam começado em novembro. Porém, ele acredita que podem ter se iniciado até antes desse mês.
O suspeito não tinha antecedentes criminais. Ele tem uma filha com a mãe da vítima, uma menina de 7 anos, porém, segundo o delegado, não há indícios de abuso neste caso.

















