A investigação da Polícia Federal de um esquema de vazamento de informações sigilosas, deflagrado na quarta-feira (18)na Operação Chabu, acarretou na prisão do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), e outras seis pessoas. A NSC TV teve acesso aos documentos da Justiça que embasaram os pedidos de prisão, e ajudam a entender como o esquema funcionava.
Nesta quarta-feira (19), somente duas pessoas permanecem presas: o empresário José Augusto Alves e o delegado da Polícia Federal Fernando Caieron. Todas as prisões expedidas foram temporárias. Gean Loureiro foi liberado ainda na noite de terça-feira (18) depois de prestar depoimento. Também foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão.
A investigação que resultou na Operação Chabu começou em maio de 2016. De acordo com o despacho do desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), dois funcionários da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) levaram os fatos ao conhecimento da Polícia Federal.
Vazamento de investigações
Os fatos a que Paulsen se refere são os vazamentos de investigações policiais em curso. O documento da Justiça traz que à época, os funcionários da Alesc relataram à PF que foram procurados por uma pessoa oferecendo tanto informações sigilosas da 26ª fase da Lava Jato e da Operação Patrola ainda não deflagradas naquele momento quanto equipamentos para a realização de interceptações telefônicas.


















