Cavalos soltos nas ruas de Palhoça recebem microchips e donos são multados pela ilegalidade

Na terça-feira (21), primeiro dia da ação, 13 equinos estavam pastando livremente pelas ruas do bairro Pedra Branca.

Cavalos soltos podem provocar acidentes de trânsito – Foto: Divulgação/PMP

As inúmeras reclamações sobre cavalos soltos em vias públicas e o risco de acidentes que representam motivaram a Secretaria de Defesa do Cidadão e Bem-Estar Animal de Palhoça, na Grande Florianópolis, a realizar uma operação para identificar os animais e orientar os donos sobre a ilegalidade de deixar os equinos soltos na rua.

Na terça-feira (21), primeiro dia da ação, 13 equinos estavam pastando livremente pelas ruas do bairro Pedra Branca. Entre os animais soltos, oito receberam um microchip, os demais eram ariscos e os donos não apareceram até o final da operação.

Uma lei municipal de agosto passado estabelece que os equinos que permanecerem soltos em via pública serão recolhidos e os proprietários, quando identificados, multados por abandono de semovente. Nesse primeiro momento, os donos dos cavalos estão sendo orientados sobre a lei, notificados e multados. Se houver reincidência, o animal será recolhido.

Cavalo na janela

O bairro Pedra Branca tem uma vasta área verde onde muitos donos deixam os cavalos pastando. O problema é que o animal fica solto. “Recebemos a reclamação de uma moradora que teve a casa invadida por um cavalo. Ano passado houve um acidente em que um cavalo morreu após ser atingido por um carro e o motorista ficou gravemente ferido”, relata Rodrigo Quintino, secretário de Defesa do Cidadão e Bem-Estar Animal.

De acordo com o secretário, não há problema algum em o equino pastar num dos tantos espaços disponíveis, mas para isso é preciso que ele esteja amarrado. “O Pedra Branca é passagem para muitos bairros e os animais soltos são um risco”, reforça.

Microchip

O microchip aplicado sob a pele do animal funcionará como uma carteira de identidade e por ele será possível verificar se houve reincidência da infração. Nos dois dias de operação, quarta e quinta-feira (23), caso algum cavalo chipado esteja novamente solto no local, será recolhido pela prefeitura.

No primeiro dia da ação, a equipe da secretaria aguardou o final da tarde para conversar com os proprietários dos animais, que voltam para recolhê-los. Segundo o secretário, a maioria recebeu bem as orientações e pediu copias da lei para distribuir para outras pessoas. “Apenas uma pessoa agiu de forma violenta e ameaçou quem tocasse no cavalo dele”, conta Rodrigo Quintino.