Zeca Viana afirma que o posicionamento do partido em nível nacional, e consequente impacto na política estadual e municipal, segue ponderação feita pelos membros presentes na reunião de julho. A Executiva Nacional e a bancada do Senado do partido devem avaliar a forma como será feito a entrega dos cargos no Ministério do Trabalho, onde a sigla tem o ministro Manoel Dias.
“Na reunião que tivemos em julho em Brasília ficou deliberado que o PDT ia continuar na base até o final do ano aguardando a expectativa da presidente ter resposta para melhorar economia”, argumenta Zeca Viana.
“Como a situação está degradando cada vez mais, nós antecipamos a saída. Que era algo esperado e discutido na reunião do PDT Nacional e só era aguardado o momento. Íamos sair no final do ano porque temos candidato a presidente em 2018. Então, o PDT não poderia ser desonesto, ficar no apoio ao governo federal com pretensão de ter candidato”.
O presidente do PDT em Mato Gorsso recorda que a história da vida política do PDT por suas lideranças, como Leonel Brizola e Darcy Ribeiro no passado, e Cristovam Buarque no presente, sempre defenderam a transparência dos gestores públicos e condenaram atos de corrupção como o que ocorre na administração pública atualmente.
Na reunião do Diretório Nacional em 14 de julho junto com as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado, a direção do PDT definiu que o partido terá candidatos a prefeito em todas as capitais na eleição de 2016 e vai construir projeto de desenvolvimento do Brasil para ter candidato a presidente em 2018.
Pré-candidatos
Foi citada na reunião de dirigentes nacionais do PDT o ex-ministro da Fazenda e ex-candidato presidencial Ciro Gomes como pré-candidato da sigla. Ele e seu irmão, ex-governador do Ceará, Cid Gomes, devem se filiar ao PDT no dia 17 de agosto, em Brasília, junto com outras lideranças, como deputados federais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.
A filiação de todos os parlamentares em quaisquer nível no Brasil depende de promulgação da reforma política em votação no Congresso Nacional.
Com a publicação oficial, será aberto prazo de 30 dias para parlamentares (deputados federais, estaduais e vereadores) mudarem de partido. Aqueles que pretendem ser candidatos nas eleições municipais precisam se filiar a um partido até o dia 2 de outubro deste ano. Cargos majoritários como presidente, governador e senador já podem mudar de partido, por decisão do STF recentemente.

















