Zé e a influência de um grupo sedento por cargos

temer já está na restinga da marambaia, onde passará o réveillon

Desde que foi eleito, o novo prefeito de Rondonópolis José Carlos do Pátio (SD) adotou um discurso conciliador e diplomático para atrair partidos na composição de seu governo.

A estratégia funcionou e em menos de 45 dias após a eleição, Pátio puxou para sua base siglas importantes e de peso como PSDB, PSD, PSB e boa parte do PMDB.

Ao mesmo tempo que ganhou densidade política, o prefeito eleito também arrumou uma confusão de proporção considerável.

Os recém-chegados passaram a exigir a poltrona ao lado da janela. A situação provocou um desconforto entre aqueles que acompanham o Zé, desde o início de sua caminhada, rumo ao Paço Municipal.

A questão quase atrapalhou os planos de eleição de mesa diretora na Câmara. O problema só foi contornado com a intervenção direta do futuro gestor.

A batalha por cargos foi resolvida na casa de leis, mas foi retomada no executivo. Muitas secretarias já estavam com nomes definidos e sofreram mudanças. As alterações deixaram alguns apoiadores do futuro governo furiosos.

Rejeição

Além de ter que comandar uma casa tomada por vaidade, Zé Carlos ainda precisa convencer aliados a aceitarem nomes de peso como Marildes Ferreira, Argemiro Ferreira e Milton Mutum que seriam pontuais para seu governo.

De última hora

Até quarta-feira (28) praticamente todos os partidos da base José Carlos do Pátio davam como certa a permanência do atual secretário de Comunicação Lucas Perrone, no próximo governo.

O comunicador será substituído pelo jovem apresentador e radialista Victor Santos. O anúncio oficial será na sexta-feira (30).