Wellington defende setor como estratégico para economia nacional

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As condições dos portos e hidrovias do país foi o tema do “III Seminário Portos e Vias Navegáveis: um olhar sobre a infraestrutura”, realizado nesta terça-feira (15), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura Nacional e pela coordenação de Portos e Vias Navegáveis, o evento reuniu autoridades do setor de navegação para debater a situação dos portos, hidrovias e investimentos portuários para facilitar as exportações de grãos, minérios e demais riquezas produzidas no país.

Convidado para abertura do encontro, o senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), destacou que os investimentos nesta área são primordiais para o desenvolvimento econômico. “O valor estratégico do transporte aquaviário para o Brasil é uma realidade, o país tem investido no setor e a expansão dele é fundamental para o avanço da economia do país. Trata-se de um transporte menos poluente e mais barato para o escoamento da produção agrícola e de minérios, que aumentaram consideravelmente nos últimos anos, e o setor portuário precisa acompanhar e atender a demanda”.

Complementando o que o senador republicano enfatizou, o deputado federal Edinho Bez – coordenador de portos e vias navegáveis da Frente Parlamentar de Infraestrutura – lembrou que os investimentos devem acontecer com o objetivo de integrar os modais de transportes. “Ao falar em integração de modais, precisamos falar em mais investimentos aos portos, nada adiante essa conexão se o sistema portuário não estiver apto a receber essa crescente demanda. Hoje mais de 90% da produção nacional é exportada por navios”.

O ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, pontuou que a segunda fase do Plano Nacional de Logística Portuária irá facilitar a ampliação do setor. “O Brasil possui atualmente 37 portos públicos e 176 terminais de uso privado com capacidade de oferta de 1,43 bilhão de toneladas/ano de operação. Hoje utilizamos 63% dessa oferta”, disse ele, que aposta em um crescimento do setor.

“O cenário é de pleno crescimento e avanço. Entre 2003 e 2014 tivemos aumento de 70% na demanda portuária e na movimentação de carga nos portos brasileiros. Para os próximos 25 anos a previsão é de crescimento de 103% na movimentação de carga nos portos brasileiros”, estimou o ministro.