Wellington crê em ‘salto logístico’ de MT em negócios com chineses

wellington crê em ‘salto logístico’ de mt em negócios com chineses

Mato Grosso deverá experimentar um ‘salto logístico’ sem precedentes na sua história com a implantação da Ferrovia Bioceânica, ligando o porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, até o porto de Illo, no Peru. A afirmação foi feita pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística em Transporte e Armazenagem, que se mostrou otimista com o projeto. Durante a semana, ele tratou deste projeto no encontro com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e também com o vice-presidente Michel Temer, na Secretaria de Relações Institucionais.

De acordo com o projeto inicial, a ferrovia passará pelas principais regiões produtoras do Estado usando o traçado de parte da Ferrovia Norte/Sul e da Ferrovia Transcontinental, também chamada de Ferrovia da Integração do Centro-Oeste (FICO). Os trilhos seriam implantados a partir de Campinorte, em Goiás, seguindo a Oeste, entrando em Mato Grosso por Água Boa, chegando a Lucas do Rio Verde, e seguindo para Rondônia.

“Não se trata de acreditar ou não que a ferrovia sairá do papel. A ferrovia é de interesse do Brasil e do Peru. E os chineses estão entusiasmados em participar dos estudos e investimentos. Inclusive eles já apresentaram estudos preliminares para transpor a Cordilheira dos Andes por túnel, numa região mais estreita do Peru. Devemos trabalhar e torná-la realidade” – disse o republicano.

Wellington lembrou que há seis anos esteve na China, juntamente com o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), formando a comitiva brasileira para inauguração de um trecho de 1.100 quilômetros do trem de alta velocidade. Na ocasião, trataram das possibilidades de investimentos dos chineses no setor ferroviário do país, notadamente, na ligação bioceânica.

Na assinatura dos termos de cooperação entre Brasil e China, o primeiro ministro chinês, Li Keqiang, enfatizou a importância da cooperação ferroviária para o desenvolvimento de estudos referentes à construção de uma rede de infraestrutura sustentável e integrada na América do Sul.

Os dois governos concordaram ainda em “tomar medidas concretas” para implementar o Memorando de Entendimento entre o Ministério dos Transportes e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, sobre Cooperação Ferroviária, assinado em julho de 2014. Na ocasião a China se comprometeu em incentivar empresas chinesas a participar em um ou mais processos licitatórios de projetos de concessão ferroviária durante a vigência deste Plano de Ação Conjunta. Pelo acordo, a parte brasileira disponibilizará as informações básicas necessárias para o processo de licitação.

O acordo, ele destacou, pode servir para ampliar ainda mais a produção da região. “O que nós precisamos é exatamente da logística para melhorar a nossa competitividade na importação dos insumos e também na exportação dos nossos produtos” – observou. “E a China é o nosso principal consumidor, cliente, parceiro nessa importação dos nossos produtos agrícolas”.

Mato Grosso hoje tem atualmente, lembrou Wellington, um dos maiores índices de produtividade do mundo, mesmo com essas adversidades da logística de transporte. “O que nós precisamos é exatamente resolver essa questão da logística”.