No dia em que Mato Grosso comemora 268 anos de existência, o líder do PR no Senado, Wellington Fagundes (MT), afirmou que a assinatura do projeto de Lei que cria a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), pela presidente Dilma Rousseff, foi um “verdadeiro presente” para todo o Estado.
“Sem dúvida alguma é um marco histórico para Mato Grosso, Rondonópolis e a região Sudeste do Estado. Esse ato, assinado pela presidente da República, e que manda o projeto de Lei ao Congresso Nacional, valoriza mais ainda o processo de desenvolvimento do interior do país por meio da educação”, comemorou o republicano, após a cerimônia no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, 9.
Segundo ele, algumas pessoas o questionaram sobre a possibilidade de a criação da UFR retirar recursos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – universidade de origem antes da emancipação. “Muito pelo contrário – refutou Wellington. Serão investidos novos recursos do Brasil na Universidade de Rondonópolis. Praticamente vamos duplicar os investimentos no ensino universitário do Estado”.
O senador afirma que a bancada de Mato Grosso já trabalha para que o projeto tramite com celeridade no Parlamento. “Estamos empenhados para aprovar, em regime de urgência, essa medida no Congresso. Já estive em audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, para que possamos tramitá-la ainda neste ano, anunciando definitivamente a criação da UFR, inclusive aportando estudantes aprovados no próximo Enem”, adiantou.
A reitora da UFMT, Marcia Lúcia Cavalli Neder, afirma que a conquista é resultado de uma união de esforços na região e do sincronismo político da bancada. “Sem dúvida nenhuma, é uma luta de todos, principalmente da comunidade de Rondonópolis, que sempre acreditou nesse sonho. Mas sem a bancada de Mato Grosso, isso não seria factível. Também o apoio da UFMT, que em todos os momentos compreendeu a importância de mais uma universidade para Rondonópolis e região”, enalteceu.
Mais universidades – Ainda sobre o andamento dos trabalhos no Parlamento, Wellington adiantou que irá focar ainda mais na ampliação da estrutura de ensino superior com objetivo de desenvolver as regiões de Mato Grosso. “E já vamos trabalhar pela aprovação da Universidade Federal de Barra do Garças, que atenderá todo o Vale do Araguaia, e a Universidade Federal de Sinop, para atender toda a região Norte de Mato Grosso e, com mais recursos e condições, criar novos campi nas cidades”, concluiu.
Durante a cerimônia, a presidente Dilma Rousseff, afirmou que a assinatura pela criação da UFR e outras quatro universidades federais – em Catalão, Jataí (ambas em GO), Delta do Parnaíba (PI), Araguaiana (TO) -, além de 41 escolas técnicas, representa uma ampliação do acesso à educação no país.
“Isso faz parte de algo fundamental: democratizar o acesso à universidade pública no Brasil. Se não tem universidade no interior, o cidadãos brasileiros e as cidadãs brasileiras precisam de recursos para se deslocar para os grandes centros. Sempre foi assim antes, e aí, as pessoas de pouco dinheiro não tinham como estudar”, celebrou.

















