Wancley e sindicatos cobram pagamento da reestruturação salarial

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O deputado Wancley Carvalho (PV) não concordou com a proposta apresentada pelo secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, em pedir mais prazo para definir se o Estado vai pagar ou não os 10% da reestruturação salarial da Polícia Civil.

A reunião foi realizada no início da noite desta terça-feira (12), no gabinete do secretário, e reuniu também os presidentes dos sindicatos da categoria.

"Não aceito o tratamento desigual com os investigadores e escrivães, em relação a outras categorias de servidores do Estado. Acordos com outras categorias foram cumpridos, e o nosso, até o momento, não", afirmou o parlamentar.

No encontro que reuniu também os presidentes dos sindicatos do escrivães (Sindepojuc), Davi Nogueira e dos investigadores (Siagespoc), Cledison Gonçalves, ficou definido que as categorias realizarão assembleias gerais para deliberar sobre o anúncio do governo. Modesto pretende dar o posicionamento do Executivo na sexta-feira (15), pela manhã.

Na sessão vespertina dessa terça (12), Wancley cobrou posicionamento do governador Pedro Taques (PSDB). No discurso, o parlamentar lembrou que, desde 2014, tramita no governo o pagamento da reestruturação salarial da Polícia Civil.

O acordo já foi protelado algumas vezes pelo Palácio Paiaguás e, até o momento, a lei não foi cumprida. O assunto está sendo amplamente debatido com o deputado e sindicatos, juntamente com o governo do estado, desde o ano passado. A categoria já cedeu, dando mais prazo ao governo para cumprir a lei.

Em março deste ano, o secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, disse que não haveria nenhum impedimento ao cumprimento da Lei 565/2015, que trata do reajuste salarial, no mês de abril, retroativo ao mês de fevereiro de 2016. Entretanto, a lei continua sem ser cumprida.

Na justificativa, Júlio Modesto ressaltou a dificuldade financeira enfrentada pelo Estado e disse que a equipe técnica tem realizado estudos para regularizar a situação.