A Assembleia Legislativa, por meio do Programa Qualivida e da Sala da Mulher, realiza, na próxima segunda-feira (16), palestra com o médico urologista Valter Torezan. Ele vai falar sobre a prevenção do câncer de próstata. A palestra será às 11 horas, no auditório Licínio Monteiro.
A palestra faz parte da programação do Novembro Azul. Além desse evento, que é aberto ao público em geral, de acordo a gerente do Qualivida, Sandra Regina Fereira, os servidores homens, acima dos 45 anos de idade, estão convocados para responder nove perguntas como, por exemplo, de histórico de câncer de próstata na família.
O questionário está disponível no sistema deintranet da AL. O servidor tem até o dia 25 de novembro para responder as perguntas. No dia da palestra, segundo a gerente do Qualivida, serão distribuídas cartilhas “Viver com Saúde”, que descreve os cuidados que o homem precisa para ter saúde.
“A partir do dia 25, após a filtragem das informações colhidas, o Qualivida vai ligar para todos os servidores que responderam as perguntas. Eles poderão fazer coleta de sangue e realização de exame PSA, que verifica os índices de proteína prostática no sangue.A história registra que os homens com mais de 65 anos de idade são mais vulneráveis ao câncer de próstata”, explicou Sandra Ferreira.
Na campanha realizada no ano passado, 208 servidores responderam o questionário. O resultado apontou que existia um índice de 8% de servidores com diabetes, com hipertensão e a ingestão de bebidas alcoólicas (69%) pelos homens. O número de não fumantes era de 90%. A pesquisa revelou ainda que 79% têm plano de saúde particular ou do MT Saúde.
A assessora da Sala da Mulher, Isaura Ribeiro, afirmou que desde o dia 1º de novembro a fachada da Assembleia Legislativa conta com uma iluminação especial: azul.
“A Sala da Mulher está apoiando a iniciativa do Qualivida. Em 2016, esperamos ampliar e divulgar as ações de prevenção do câncer de próstata entre os servidores da Assembleia Legislativa”, disse Ribeiro.
As estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que, em 2014, Mato Grosso teria 980 casos novos de câncer de próstata, sendo 330 deles em Cuiabá. Já o número de mortes, por grupo de 100 mil habitantes da região Centro-Oeste, somou 977 no ano de 2010.A maioria dessas mortes foi registrada em homens com 80 anos ou mais: 416 casos.
De acordo com o INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.
Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Prevenção -Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis.
Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.
A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.
Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
Detecção precoce -De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento).
A decisão do uso do rastreamento do câncer de próstata por meio da realização de exames de rotina (geralmente toque retal e dosagem de PSA) em homens sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de próstata, como estratégia de saúde pública, deve se basear em evidências científicas de qualidade sobre possíveis benefícios e danos associados a essa intervenção.
Tratamento -Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.
















