A segunda e conturbada passagem do meia chileno Valdivia chegou ao fim na segunda-feira com um misto de sensações do torcedor palmeirense, que vão do amor ao ódio com o Mago.
“Após sete anos, hoje é meu último dia como jogador da Sociedade Esportiva Palmeiras. Agradeço a todos que, de algum modo, fizeram parte desta história. Entre acertos e erros levo a certeza de que pude contribuir com o clube, participando de conquistas importantes, além de ter permanecido mesmo em momentos muito ruins. Obrigado aos torcedores pelo carinho”, escreveu em sua conta no Instagram.
Assim, El Mago encerra seu segundo ciclo no Palmeiras. O primeiro começou em agosto de 2006, quando o Verdão comprou o jogador do Colo-Colo (CHI) por US$ 3,5 milhões. Entre altos e baixos e contusões sérias, o atleta assinou com o Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, em 2008.
Exatamente dois anos depois, Valdivia voltou ao Verdão para um contrato de cinco temporadas. Mais uma vez alternando boas e más apresentações, em 2012 o jogador ainda foi vítima ao lado de sua mulher, Daniela, de um sequestro relâmpago.
Recuperado do susto, ele conseguiu ser campeão da Copa do Brasil daquele ano, mas também rebaixado com o clube para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
A torcida palmeirense passou a questionar seu rendimento e a situação dentro do clube, que já não era boa, ficou insustentável depois da negativa para um contrato de produtividade. Na dúvida se continuaria ou não no Palmeiras, o jogador foi para a seleção chilena na Copa América e mostrou um futebol muito melhor do que com a camisa do Palmeiras.
Ao todo foram 241 jogos, com 41 gols marcados e três títulos conquistados: Paulistão de 2008, Copa do Brasil de 2012 e Série B de 2013.
Sondado para defender o São Paulo, o meia vai cumprir o contrato assinado com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, e se apresenta nesta terça-feira ao novo clube.
















