Tailândia prende grupo acusado de contrabandear presas de elefante

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Autoridades da Tailândia prenderam nesta quinta-feira (19) um grupo liderado por um malaio de 51 anos, acusado de contrabando marfim no país, o que é proibido por lei.

A polícia local informou que em dezembro havia apreendido 51 presas de elefante na província de Surin. O material teria sido enviado por Teo Boon Ching e sua rede de um país da África. Com valor estimado em US$ 177 mil, as presas chegaram pelo sul do país.

A Tailândia é um grande centro de trânsito ou destino de presas contrabandeadas. O material é utilizado geralmente para fazer ornamentos e bugigangas para turistas.

Segundo o governo, o contrabando é punido com até quatro anos de prisão ou multa de R$ 2,9 mil. A comercialização só é permitida desde que os elefantes que originaram o marfim tenham morrido de causas naturais.

O processo que "regulariza" as presas contrabandeadas é semelhante à lavagem de dinheiro, segundo organizações não-governamentais que já denunciaram a prática.

Mais de 20.000 elefantes africanos foram mortos por causa do marfim em 2013, de acordo com um programa de monitoramento da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas.

Acredita-se que a população desses animais esteja em torno de 500.000.