
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou liberdade a Tânia Zapelline Ribeiro, que está presa preventivamente suspeita de matar o marido, o coronel da Polícia Militar Sílvio Gomes Ribeiro, em Florianópolis. Na decisão, a Justiça argumenta que não ficou demonstrado constrangimento ilegal ou risco de demora excessiva nos processo judicial, que poderiam justificar a concessão de liberdade. Cabe recurso.
A reportagem não conseguiu contato com o advogado que entrou com o pedido. A decisão é de quinta-feira (30) e foi divulgada pelo Poder Judiciário catarinense nesta segunda (3). O pedido era para concessão de uma decisão liminar (temporária).
O coronel foi encontrado morto em 22 de maio dentro de casa. A esposa dele é a principal suspeita do crime e havia sido presa em flagrante na noite da mesma data. Segundo a Polícia Civil, ela confessou ter matado o marido e alegou legítima defesa.
Decisão
No pedido, o advogado argumentou que os requisitos para a prisão preventiva não se encaixam no caso da suspeita, já que não há indícios de que ela possa perturbar o andamento do processo ou fugir.
Como neste primeiro momento a decisão é liminar, o desembargador Luiz Neri Oliveira de Souza afirmou que vai aguardar recomendação da Procuradoria-Geral de Justiça e encaminhar a questão à decisão de mérito, feita por vários desembargadores.
O oficial morreu por causa de um corte no pescoço e traumatismo craniano encefálico, de acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP).
Na confissão à Polícia Civil, a mulher afirmou que usou um haltere para se defender de uma ameaça feita pelo marido, depois que ela tentou evitar um ato de suicídio dele.
O corpo do oficial foi velado durante a manhã de 23 de maio em Florianópolis e foi sepultado por volta das 15h.

















