Suspeita da polícia é que tartarugas achadas mortas em SC tenham sido deixadas em mangue por pescadores

Suspeita é que local estivesse sendo usado para descarte de animais.

Animais foram localizados por fiscais da Fundação do Meio Ambiente (Fundema) de Barra Velha, SC. — Foto: Fundema/Barra Velha

A Polícia Militar Ambiental (PMA) suspeita que as tartarugas marinhas encontradas mortas numa área de mangue em Barra Velha, no Litoral Norte, tenham sido deixadas no local por pescadores. Na manhã deste sábado (25), policiais estiveram na área, que estaria sendo usada como descarte de animais, para dar início às investigações.

“O pescador não tem a intenção de capturar tartaruga, mas cai na rede. E como não tem valor econômico, e inclusive é uma espécie ameaçada de extinção, ele não pode levar para o porto, não pode comercializar, tem várias legislações que falam sobre a proibição de sua captura, então ele passa por aqui e descarta. Essa é uma das hipóteses”, disse Luciano Schneider, da PMA.

Pelo menos 15 tartarugas foram encontradas no mangue na quinta-feira (23) por fiscais da Fundação do Meio Ambiente (Fundema) do município que faziam a retirada de resíduos na boca da barra do rio Itapocu.

“Elas estavam em estágios de decomposição diferentes. Então algumas estavam mais ‘frescas’, com o corpo todo preservado, digamos, parecia que tinham acabado de serem jogadas ali. Outras eram só o casco, não dava mais para ver o corpo, ou pedaços. A gente estava com dificuldade de contar por causa disso”, disse Gabriela Klein, bióloga da Fundema.

Como não houve flagrante, por enquanto ninguém foi preso. Mas, para a PMA, não há dúvidas de que a morte de tartarugas é resultado de ações criminosas. “O que tem aqui é um manguezal isolado, ele não tem contato nem com o Rio Itapocu, que deságua aqui, em com o mar. A única maneira de elas pararem aqui é descarte mesmo. Uma pessoa veio e jogou ela aqui”, disse Schneider.

A captura de tartarugas marinhas é crime ambiental e prevê pena de um a três anos de reclusão.