Regras mais claras e condições econômicas favoráveis foram determinantes para atrair o setor privado e beneficiar os leilões em infraestrutura na última quarta-feira (27). Essa é a avaliação do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, que espera o mesmo desempenho nas próximas concessões do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Em entrevista aoPortal Brasil, o ministro afirmou que os leilões nas áreas de energia e petróleo, que renderam cerca de R$ 16 bilhões aos cofres públicos, são um “prenúncio” para os próximos projetos.“Os leilões de ontem são um prenúncio de que os próximos leilões serão extremamente bem-sucedidos e são também resultado das decisões que o governo tomou ao longo dos últimos meses”, afirmou Oliveira.
Na avaliação dele, melhores condições econômicas permitiram atrair maior interesse dos investidores estrangeiros. No caso do leilão de quatro usinas hidrelétricas, os chineses da State Power Investment Group desembolsaram R$7,18 bilhões pela usina de São Simão e, no caso do certame de óleo e gás, os norte-americanos da Exxon Mobil se juntaram à Petrobras para arrematar blocos na disputada Bacia de Campos.
Reformas
O ministro ressaltou também a necessidade de aprovarem as reformas econômicas que estão sob avaliação da Câmara dos Deputados, como é o caso da reforma da Previdência Social – essencial para as contas públicas – e de medidas para simplificar o sistema tributário.
Para ele, essas reformas vão elevar a produtividade, aumentar a competição e trazer benefícios à economia. “São reformas estruturantes que vão criar condições para melhorar a produtividade do País, aumentar a competição entre as empresas e, ao fim, o que mais importa: gerar emprego, renda e gerar crescimento econômico”, finalizou.

















