Ser “bom de garfo” pode ser a chave para uma vida longa?

ter um ápice de prazer por dia reduz em 22% chances de desenvolver câncer de próstata, revela estudo

Helen Diekman, uma americana de Illinois, faleceu na semana passada aos cem anos de idade. Ela gostava de fazer brincadeiras sobre seus hábitos de alimentação e dizia que o segredo de sua longevidade estava em comer cachorros-quentes de um restaurante chamado Portillo. Segundo informou o jornal The Herald, Diekman, que era voluntária em um hospital, frequentava o estabelecimento três vezes por semana e pedia sempre o mesmo: um cachorro-quente com tudo que tinha direito (menos a pimenta vermelha), batatas fritas e uma Coca Diet.

Mas Helen não foi a única mulher centenária que confessou ter uma dieta pouco ortodoxa; Jeralean Talley, que faleceu em julho aos 116 anos, admitiu que era apaixonada pelos nuggets de frango do McDonald’s e pelo chili de um restaurante chamado Wendy, ela também adorava os pãezinhos de mel e a salada de batatas — e nunca ia para a cama antes da meia-noite.

Nossa lista continua crescendo, temos também Agnes Fenton, de New Jersey, que viveu até os 110 anos e jamais abriu mão de uma dose de uísque e três cervejas diárias. De acordo com uma reportagem do The Record, ela desfrutou esse hábito por quase 70 anos.

Não podemos deixar de mencionar Susannah Mushatt Jones, a pessoa mais velha do mundo, ela come carne com bastante frequência e segundo uma reportagem do Page Six, ela também gosta de comer “bacon durante todo o dia”.

A Dra. Nieca Goldberg é Professora Adjunta do Departamento de Medicina e Diretora Médica do Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher Joan H. Tisch, localizado em Langone, Nova Iorque, e diz ao Yahoo Health: “Na verdade, não se trata apenas do que você come, trata-se também de seus genes. Essas mulheres já nos demonstraram que elas têm algum tipo de gene da longevidade.”

Segundo a Dra. Goldberg, além da genética e da dieta, existem outros fatores vitais que podem ajudar alguém a alcançar uma centena de anos: “Viver uma vida feliz, pensar de maneira positiva, evitar cultivar pensamentos negativos e ser fisicamente ativos. Todos esses fatores foram documentados pela pesquisa médica.”

De fato, ela acrescenta que a avó de seu marido viveu 103 anos e era uma pessoa muito ativa.

É possível que essas mulheres detentoras de recordes e seguidoras de alguns hábitos alimentares questionáveis simplesmente tivessem incorporado à sua dieta básica um alimento e fonte de prazer pouco recomendável (essa fonte de prazer culposo poderia encaixar no fator “viver uma vida feliz”). A Dra. Goldberg conclui que embora essas mulheres tenham provado que “ninguém precisa ser perfeito”, é provável que elas tenham posto em prática uma combinação de estratégias para ter uma vida saudável.

E ela está certa. Helen Diekman, por exemplo, disse ao The Herald: “Eu vou para a cama cedo e me alimento bem. E claro, vou à igreja e tenho muitos amigos.” E Jeralean nunca fumou ou consumiu bebidas alcoólicas, ela se considerava uma pessoa de fé, evitava consumir manteiga e comia bastante peixe, frutas e legumes. Ela também jogou boliche até completar 104 anos e cortava a grama de seu jardim até poucos anos antes de sua morte.

“Afinal, nem todo mundo pode sair pela vida bebendo muito, comendo cachorro-quente ou fazendo ambas as coisas o tempo todo,” diz ela rindo. “Mas é engraçado ler sobre isso porque todos nós gostaríamos de ter herdado esses genes.”

Não há nenhuma dúvida disso!

Amy Capetta