Helen Diekman, uma americana de Illinois, faleceu na semana passada aos cem anos de idade. Ela gostava de fazer brincadeiras sobre seus hábitos de alimentação e dizia que o segredo de sua longevidade estava em comer cachorros-quentes de um restaurante chamado Portillo. Segundo informou o jornal The Herald, Diekman, que era voluntária em um hospital, frequentava o estabelecimento três vezes por semana e pedia sempre o mesmo: um cachorro-quente com tudo que tinha direito (menos a pimenta vermelha), batatas fritas e uma Coca Diet.
Mas Helen não foi a única mulher centenária que confessou ter uma dieta pouco ortodoxa; Jeralean Talley, que faleceu em julho aos 116 anos, admitiu que era apaixonada pelos nuggets de frango do McDonald’s e pelo chili de um restaurante chamado Wendy, ela também adorava os pãezinhos de mel e a salada de batatas — e nunca ia para a cama antes da meia-noite.
Nossa lista continua crescendo, temos também Agnes Fenton, de New Jersey, que viveu até os 110 anos e jamais abriu mão de uma dose de uísque e três cervejas diárias. De acordo com uma reportagem do The Record, ela desfrutou esse hábito por quase 70 anos.
Não podemos deixar de mencionar Susannah Mushatt Jones, a pessoa mais velha do mundo, ela come carne com bastante frequência e segundo uma reportagem do Page Six, ela também gosta de comer “bacon durante todo o dia”.
A Dra. Nieca Goldberg é Professora Adjunta do Departamento de Medicina e Diretora Médica do Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher Joan H. Tisch, localizado em Langone, Nova Iorque, e diz ao Yahoo Health: “Na verdade, não se trata apenas do que você come, trata-se também de seus genes. Essas mulheres já nos demonstraram que elas têm algum tipo de gene da longevidade.”
Segundo a Dra. Goldberg, além da genética e da dieta, existem outros fatores vitais que podem ajudar alguém a alcançar uma centena de anos: “Viver uma vida feliz, pensar de maneira positiva, evitar cultivar pensamentos negativos e ser fisicamente ativos. Todos esses fatores foram documentados pela pesquisa médica.”
De fato, ela acrescenta que a avó de seu marido viveu 103 anos e era uma pessoa muito ativa.
É possível que essas mulheres detentoras de recordes e seguidoras de alguns hábitos alimentares questionáveis simplesmente tivessem incorporado à sua dieta básica um alimento e fonte de prazer pouco recomendável (essa fonte de prazer culposo poderia encaixar no fator “viver uma vida feliz”). A Dra. Goldberg conclui que embora essas mulheres tenham provado que “ninguém precisa ser perfeito”, é provável que elas tenham posto em prática uma combinação de estratégias para ter uma vida saudável.
E ela está certa. Helen Diekman, por exemplo, disse ao The Herald: “Eu vou para a cama cedo e me alimento bem. E claro, vou à igreja e tenho muitos amigos.” E Jeralean nunca fumou ou consumiu bebidas alcoólicas, ela se considerava uma pessoa de fé, evitava consumir manteiga e comia bastante peixe, frutas e legumes. Ela também jogou boliche até completar 104 anos e cortava a grama de seu jardim até poucos anos antes de sua morte.
“Afinal, nem todo mundo pode sair pela vida bebendo muito, comendo cachorro-quente ou fazendo ambas as coisas o tempo todo,” diz ela rindo. “Mas é engraçado ler sobre isso porque todos nós gostaríamos de ter herdado esses genes.”
Não há nenhuma dúvida disso!
Amy Capetta



















