Sem o uso de defensivos agrícolas Brasil perde produção, alerta Maggi

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Durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), nesta quinta-feira (22.10), para debater as políticas nacionais de produção e controle de alimentos, Blairo Maggi defendeu a utilização de herbicidas e inseticidas na garantia da atividade no Brasil.

“Não temos como produzir alimentos saudáveis sem uso da tecnologia de agroquímicos tendo em vista que, nosso clima tropical é ideal para a proliferação de vários tipos de praga. Na contramão, levamos até 15 anos entre a descoberta, o estudo e a liberação de um único produto capaz de resolver o problema e garantir toda uma produção”, disse.

Segundo as estatísticas, o agronegócio responde por 42% das exportações brasileiras, sendo o País o maior exportador mundial de carne bovina, café, açúcar, suco de laranja e frango. Em 2012 as exportações do agronegócio atingiram US$ 95,8 bilhões.

Maggi questionou o banimento de produtos como o paraquat e glifosato, que segundo ele, são a garantia da qualidade nas lavouras. “Eu gostaria muito, como produtor, de produzir e não gastar um centavo com isso. Mas, temos que fazer uma opção: ou vamos produzir usando esses produtos, ou deixamos de produzir e as consequências serão muito maiores”, alertou.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda), Tulio de Oliveira, explicou que os órgãos fiscalizadores (Anvisa e Ibama) atuam de forma conjunta buscando a garantia sanitária, ambiental e de saúde de todos os agroquímicos.

“A reavaliação, neste caso, não foi feita para banir os produtos, mas sim, para analisar as possíveis mitigações que podem ser feitas pelo uso de ambos. Até porque, se o paraquat e o glifosato forem banidos, será um tiro de morte em toda a produção agrícola desse país”, ponderou.