‘Salvou todo mundo e ficou’, diz esposa de bombeiro morto em museu

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“Ele tirou todo mundo para fora e ele que ficou”. É assim que Rita de Cássia, mulher do bombeiro civil Ronaldo Pereira, morto durante o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Os dois moravam na Casa Verde, na Zona Norte, e estavam casados há seis anos.

“Um amor. Era muito carinhoso, atencioso. Ele era meu tudo. Pelo que fiquei sabendo, ele tirou todo mundo para fora [do Museu] e ele que ficou. Eu sei que ele está feliz onde ele está, porque morreu fazendo o que mais gostava mesmo”, declarou Rita ao portal G1.

Ronaldo trabalhava no prédio do Museu como brigadista desde 2012. Foi um dos primeiros a ter contato com as chamas e ajudou a retirar diversas pessoas. Quando os bombeiros chegaram, porém, já estava desacordado no chão. Ao tentar combater o fogo, teve uma parada cardiorrespiratória.

Segundo a Secretaria Estadual da Cultura, o museu “atendia a todos os requisitos necessários para a segurança e circulação de visitantes e funcionários, e os procedimentos de segurança eram verificados periodicamente. Além disso, o prédio tem seguro contra incêndio da ordem de R$ 45 milhões”.

De acordo com o governo do estado, o acervo perdido do museu era virtual, assim será possível a sua recuperação. O edifício também será reconstruído. “Vamos reconstruir esse museu que traduz a alma do povo brasileiro, com o apoio da população do estado, do Brasil, com nossos parceiros da iniciativa privada”, declarou o governador Geraldo Alckmin.

A Defesa Civil informou que aguarda o fim dos trabalhos do Corpo de Bombeiros para iniciar a vistoria. Há a possibilidade de que um curto-circuito, provocado durante a troca de uma luminária, tenha iniciado o fogo. Essa hipótese foi levantada após relatos de funcionários. Apenas o laudo técnico, porém, poderá confirmar o que realmente causou as chamas.