Com mais de 40 praias, belezas naturais que encantam e que já renderam à capital catarinense o título de Ilha da Magia, Florianópolis tem uma vocação natural para o lazer e esportes ao ar livre.
Não à toa, conquistou o título de segunda melhor capital para se viver no país em 2017. De olho nesse potencial e na qualidade de vida da população, a prefeitura reforça os investimentos nestas áreas. Em abril deste ano, lançou o Programa Praça Viva, iniciativa voltada à reforma e revitalização de 178 espaços públicos no município. Por meio da iniciativa, praças, parques infantis, quadras de esportes e academias de ginástica receberão um investimento total de R$ 17,3 milhões.
O projeto contempla 51 locais da região central, ao valor de R$ 5,5 milhões, 40 no Continente (R$ 2,5 milhões), 37 no Norte da Ilha (R$ 3,9 milhões), 31 no Sul da Ilha (R$ 3,1 milhões), e 19 no Leste da Ilha (R$ 2,3 milhões).
O projeto prevê ainda a revitalização das quadras de esporte, implantadas em várias regiões da cidade, que já recebem pintura, novas telas de proteção, traves e tabelas de basquete nos campos de futebol e quadras poliesportivas.
De acordo com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, o investimento é na qualidade de vida da população de Florianópolis. “O lazer é importante para o bem estar e saúde das pessoas, de qualquer idade. Precisamos oferecer estes espaços com toda a estrutura para a comunidade de Florianópolis”, afirma.
Também é feita a manutenção das academias de ginástica e construídas novas estruturas como estas, além da instalação de novos equipamentos urbanos como bicicletários, mesas e bancos. Também são realizadas a limpeza e podas de árvores nas áreas verdes e de pinturas de meios-fios em todos os espaços públicos.

A previsão é que pelo menos 80% das obras sejam concluídas até dezembro deste ano. A expectativa é de revitalizar, em média de 15 a 25 áreas de lazer por mês.
Investimento na Vila Aparecida
A fim de atender à demanda da comunidade, a Prefeitura de Florianópolis, por meio de uma parceria público-privada, constrói no momento uma arena de esportes na Vila Aparecida.
A ação prevê a construção de um parquinho, academia para a terceira idade e quadra poliesportiva para as práticas de baquete, futebol, vôlei de praia e beach soccer, ao lado da creche do bairro.
A obra tem 1.800 metros quadrados e deve ficar pronta até o final de junho, de acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Juventude de Florianópolis. “Com a arena, a comunidade terá uma área para se reunir, praticar esportes. A intenção, ao implantar todos estes espaços, é melhorar a qualidade de vida de todos e humanizar estas áreas”, afirma.
Ponto de encontro na Beira-Mar Norte

Inauguradas em 2017 na avenida Beira-Mar Norte, uma das regiões mais tradicionais da cidade, as três quadras para esportes de areia mudaram o perfil do local, que passou a ser ponto de encontro de praticantes de beach tennis, vôlei, futevôlei e futebol da comunidade e ocupou um espaço que ficava vazio, principalmente à noite.
Com a prática dos esportes e iluminação das quadras, a beira-mar passou também a receber pessoas que vão observar o jogo ou simplesmente passear pelo local.
Segundo o secretário-adjunto de Cultura, Esporte e Juventude de Florianópolis, Edmilson Pereira, com a construção destes equipamentos e espaços de lazer, a prefeitura atende a demandas da comunidade por espaços públicos para esportes coletivos de areia.
Opção para a comunidade
Em dezembro do ano passado, a prefeitura inaugurou a Arena de Esportes e Lazer da Prainha. O objetivo do projeto é atender, principalmente, as comunidades da região do Mocotó, Prainha e Mariquinha. A obra foi feita com recursos da iniciativa privada, por meio da parceria com a casa de shows P12, que adotou o espaço.
A arena conta com um campo de futebol, uma quadra de areia, academia de saúde, parque para crianças, horta comunitária e arborização.
Fomento à prática de esportes

A arena de esportes na Lagoa da Conceição, na Avenida das Rendeiras, é outro exemplo de uma área que foi humanizada e voltada à comunidade com o investimento da Prefeitura de Florianópolis. Autorizada pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e pelo Ministério Público, a ocupação do espaço público visa coibir o uso indiscriminado da orla pelos comerciantes e fomentar a prática de esportes ao ar livre.
A arena, que tem área de 60 metros quadrados, recebeu 400 metros cúbicos de areia para finalização de duas quadras que são hoje utilizadas por praticantes de beach tênis, futevôlei e vôlei. A proposta é oferecer opções de lazer e esporte para moradores e turistas durante o ano todo e não apenas no verão. De acordo com o município, toda a estrutura é removível, são utilizadas apenas pedras, telas e areia lavada de rios.
Está aberto ainda um edital para adoção de uma arena de esportes na avenida Beira-Mar Continental, que, a exemplo da Beira-Mar Norte, terá toda a estrutura para esportes de areia e para se tornar um ponto de encontro da comunidade na região. Na obra será feita a reforma do parquinho, a construção de uma quadra poliesportiva de pequeno porte e seis quadras de esportes de praia.
Também foram inauguradas, desde 2017, arenas de esporte neste mesmo formato nas praias da Barra da Lagoa, Canasvieiras e no bairro Saco dos Limões.
Passeio de canoa
Além da arena de esportes, a avenida Beira-Mar norte tem, desde o início deste mês, uma base da Kanaloa Va’a (Canoagem Havaiana), mais uma opção de esporte, cultura e lazer na região com investimentos da Prefeitura da Capital. O clube opera com turmas diárias de segunda a sábado e com passeios aos finais de semana.
O esporte Canoagem Havaiana, Canoagem Polinésia ou Va’a como é conhecido pelos praticantes, está em franco crescimento no país e já conta com mais de 150 clubes. “A chegada de mais uma modalidade esportiva em Florianópolis é fruto dos primeiros passos com a despoluição da Beira-Mar Norte, principalmente por se tratar de um esporte que atravessa séculos de história em um contato harmônico com a natureza”, explica o secretário Ed Pereira.
Conhecidas no Triângulo Polinésio, Ilhas do Hawai’i, Aotearoa (Nova Zelândia) e Rapa Nui (Ilha de Páscoa), por Va’a, as canoas havaianas ou canoas polinésias foram responsáveis pela conquista e ocupação de milhares de ilhas no Pacífico. Datadas de mais de 3.000 anos, sua prática é permeada por valores e ritos milenares de respeito mútuo e à natureza e ao oceano, se assemelhando em muitos às artes marciais. Em verdade na Polinésia as Canoas formavam o centro da sociedade, sob os cuidados dos Núcleos de Guerra (Koa). Seu design exótico formado por um longo casco de 13,60m com um estabilizador lateral amarrado em seu bordo esquerdo, foi o que possibilitou os Polinésios a viverem no mar.




















