Reino Unido foi à guerra no Iraque de maneira prematura

putin decide não expulsar diplomatas norte-americanos

O Reino Unido foi à guerra no Iraque antes de esgotar as opções de um desarmamento pacífico do regime de Saddam Hussein, de acordo com as conclusões de uma investigação oficial britânica divulgadas nesta quarta-feira (6). O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair se defendeu das acusações.

"Chegamos à conclusão de que o Reino Unido escolheu unir-se à invasão do Iraque antes de esgotar as opções de um desarmamento pacífico", explicou em Londres o diplomata John Chilcott aos deputados e ao público britânico. Ele coordenou a investigação sobre o conflito iniciado em 2003.

A invasão, portanto, não era o "último recurso", na avaliação de Chilcott, segundo a BBC. A ação foi baseada em falhas no serviço inteligência, que "não foram contestadas", segundo o diplomata.

Apesar de advertências explícitas, Tony Blair subestimou o impacto que a invasão teria sobre o Iraque e toda a região.

"Em 28 de julho (de 2002), Blair escreveu ao presidente Bush dando a garantia de que estaria com ele 'aconteça o que acontecer'", afirmou John Chilcott.

Tony Blair afirmou que pensou nos melhores interesses britânicos quando levou o país à guerra, segundo a France Presse.

Ele afirmou que teve boa fé ao se engajar no conflito no Iraque. "Se as pessoas concordam ou discorda da minha decisão de executar uma ação militar contra Saddam Hussein, eu a tomei de boa fé e no que acreditava que eram os melhores interesses do país", afirma Blair em um comunicado.