Rebeldes pró-Rússia lançam mísseis contra tropa ucraniana

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Rebeldes pró-russos estacionaram tanques na cidade de Gorlivka, na região de Donetsk, leste da Ucrânia, e lançaram mísseis contra uma tropa ucraniana nesta quarta-feira. A União Europeia disse que o ato foi uma “violação clara” do cessar-fogo assinado na quinta-feira.

Depois de serem alvejadas, as tropas ucranianas deixaram Debaltseve, cidade em que o confronto está mais crítico.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia se iniciou em abril do ano passado e já matou mais de 5 mil pessoas. No entanto, a intensidade dos combates em Debaltseve não era esperada e aumenta as preocupações de Kiev e do Ocidente.

A população de Debaltsevo é de 25 mil habitantes, que há semanas sofre com os confrontos.

Acordo de paz

A Ucrânia e os rebeldes separatistas assinaram um acordo para restabelecer a paz no leste do país na quinta-feira (12). O primeiro ato deveria ter sido a retirada de armas pesadas na linha de frente e a criação de uma zona de exclusão ampliada, que passa de 30 quilômetros a 50 ou 70 quilômetros ao redor da linha de frente.

As negociações, que ocorreram em Minsk, duraram 16 horas e tiveram as presenças dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, François Hollande, e da chanceler da Alemanhã, Angela Merkel. "O Grupo de Contato assinou o documento que preparamos com uma grande quantidade de tensão", afirmou o presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Depois de assinar o documento, Igor Plotnitsky, líder rebelde, declarou: "Não temos outro remédio a não ser dar esta oportunidade à Ucrânia. Todo o país mudará".

François Hollande citou uma "solução política global e um cessar-fogo" na Ucrânia. O chefe de Estado francês disse que há "uma esperança real" de resolver o conflito, mas "nem tudo está feito".

Mas a chanceler alemã reduziu consideravelmente o otimismo exibido pelas demais autoridades, ao declarar que não tinha ilusões e que ainda restam grandes obstáculos. "Agora temos um raio de esperança", disse Merkel na época. "Mas não tenho nenhuma ilusão, não criamos ilusões. Ainda teremos grandes obstáculos pela frente, mas existe uma verdadeira oportunidade de fazer evoluir as coisas para melhor", completou.

Um tom similar foi adotado pelo o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier. O acordo de Minsk "não é uma solução global e muito menos um avanço", afirmou em um comunicado.

Em Washington, o presidente americano, Barack Obama, havia advertido o Kremlin que "se a Rússia continuar com as agressões na Ucrânia, sobretudo enviando soldados, armas e financiando os rebeldes, o preço a pagar aumentará".