Queda de avião de carga russo mata 41 pessoas

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Um avião de carga de fabricação russa que havia acabado de decolar no Sudão do Sul caiu nesta quarta-feira (4) no país. O número de vítimas ainda é incerto. Segundo um policial afirmou à agência Reuters, 41 pessoas morreram e pelo menos outras duas sobreviveram à queda.

O avião caiu logo após deixar o aeroporto de Juba, a capital do país. Seus destroços foram encontrados na beira do Rio Nilo, entre a vegetação, a cerca de 800 metros do aeroporto.

Ateny Wek Ateny, porta-voz do governo do Sudão do Sul, disse que uma criança e um integrante da tripulação sobreviveram. Segundo ele, havia pelo menos 20 pessoas a bordo.

O porta-voz também informou que um número incerto de pessoas morreu no solo, já que o avião caiu sobre uma área onde pescadores trabalhavam. O avião era de carga e de fabricação russa, mas também levava passageiros, além da tripulação.

Queda de avião cargueiro russo no Sudão do Sul deixa mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Ajuda humanitária

O aeroporto de Juba recebe voos comerciais e um importante tráfego de aeronaves militares e de aviões de carga, que distribuem ajuda neste pequeno país, que praticamente não tem estradas asfaltadas.

O Sudão do Sul é um dos países menos desenvolvidos do mundo. O Estado foi devastado por décadas de guerra de secessão contra Cartum e proclamou sua independência em julho de 2011. No entanto, minado por rivalidades político-étnicas, afundou em uma guerra civil em dezembro de 2013.

Segundo a agência AFP, o avião seguia para Paloch, no estado petroleiro do Alto Nilo (norte), uma das regiões mais afetadas pelos combates e as atrocidades que deixaram milhares de mortos e mais de 2,2 milhões de deslocados em dois anos.

No final de agosto, os beligerantes anunciaram um acordo de paz, mas os combates prosseguem, sobretudo nos estados de Unidade e do Alto Nilo, ambos na região norte, a centenas de quilômetros da capital.

Destroços de avião de carga que caiu no Sudão do Sul são vistos nesta quarta-feira (4) perto de Juba (Foto: Reuters)