Proposta define alíquotas de contribuição previdenciária

deputado federal participa de reunião interinstitucional em barra do garças

Estudos da Unidade Gestora Única do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso apontaram um déficit previdenciário da ordem de R$ 23.172.735.133,74 bilhões. Essa pesquisa foi feita com auxílio dos atuários – profissional técnico especialista em mensurar e administrar risco – da Unidade de Gestão Previdenciária do Banco do Brasil.

Esse déficit previdenciário levou o governo do estado a elaborar o Plano de Custeio do Regime de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso – RPPS/MT. A Mensagem 93/2015, contendo as novas regras para o sistema, já está tramitando na Assembleia Legislativa. A votação está prevista para a primeira quinzena de fevereiro.

O texto do Projeto de Lei Complementar nº 01/2016 define a fixação das alíquotas normais de contribuição previdenciária para todos os poderes e órgãos constitucionais autônomos – Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Defensoria Pública. A meta é viabilizar receitas para o equacionamento do déficit previdenciário.

De acordo com o texto da mensagem, o estudo atuarial tem por objetivo monitorar o equilíbrio econômico-financeiro presente e futuro do respectivo regime próprio, visando assegurar a necessária solvência para o cumprimento das obrigações previdenciárias que lhes são pertinentes.

Mas para que o objetivo seja alcançado, o Estado propõe a igualdade de alíquotas normais de contribuição para todos os poderes e órgãos autônomos, ou seja: 22% de contribuição patronal, 11% para os servidores ativos e 11% para os inativos sobre a parcela excedente ao teto do Regime Geral de Previdência.

O projeto prevê ainda a criação progressiva de uma Alíquota Patronal Suplementar, durante 35 anos, com a finalidade de amortizar o déficit atuarial, bem como capitalizar recursos suficientes para suportar as aposentadorias e pensões neste período.

Para reduzir o impacto financeiro dessas alíquotas aos cofres públicos, o governo pretende diminuir seus percentuais de contribuição ao longo dos anos. Mas por outro lado, o Estado buscará diversificar os aportes financeiros ao Fundo Previdenciário, como, por exemplo, a destinação da receita oriunda da alienação de ativos imobilizados de fluxo financeiro, decorrentes de recuperação dos créditos. Até o momento, o texto original do governo recebeu apenas uma emenda parlamentar.