Projeto mobiliza escolas no combate à corrupção

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Espore e Lazer (Seduc) e as secretarias municipais de educação de Cuiabá e Várzea Grande, lançou a edição 2017 do projeto "Onde há educação, a corrupção não tem vez", que fomenta a boas práticas e o combate à corrupção entre estudante das escolas públicas da Grande Cuiabá. As melhores escolas e os alunos com as melhores práticas serão premiados com tablets.

O lançamento do projeto foi realizado na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), na tarde desta quinta-feira (19.10), e contou com a presença do secretário da Seduc, Marco Marrafon e do procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo.

Curvo explicou que o projeto nasceu por meio de uma iniciativa da promotora de Justiça, Luciana Fernandes de Freitas, no interior do Estado, nas Comarcas de Porto Alegre do Norte e Comodoro e causou grandes transformações na região.

“O projeto teve uma aceitação tão boa que mobilizou não só as escolas, como as cidades, por isso decidimos fazer essa parceria e expandir ele para Cuiabá”.

Segundo o procurador, o concurso é uma forma estimular os jovens e os professores a adotarem melhores práticas tanto nas salas de aula, quando no dia-a-dia. “A melhor forma de combate àcorrupção é a prevenção e quanto mais jovens, melhor ainda se torna a ação de conscientização”.

O secretário Marrafon ressaltou a importância da iniciativa que promove a prevenção do combate à corrupção entre os jovens.

“É importantíssimo hoje no Brasil criarmos uma cultura da integridade, conformidade e da legalidade. Ou seja, uma cultura de combate à corrupção, que vai desde as pequenas falhas como furar a fila da merenda, colar na prova, faltar e levar um atestado falso. Por isso, temos que incentivar que esta nova geração venha com um outro olhar, não só perante ao bem público, mas também perante o próximo, fomentando a cidadania”.

CONCURSO

A disputa sadia entre 23 escolas de Cuiabá e Várzea Grande prevê instigar os jovens a se tornarem cidadãos melhores e entenderem o seu papel na sociedade. O concurso ocorrerá em duas categorias – municipal e estadual –, respeitando a faixa etária dos alunos participantes.

Cada uma das unidades escolas definirá seis alunos para representar a unidade na disputa que conta com três fases.

A primeira avaliação, que tem caráter eliminatório, é uma redação – que deverá conter título, introdução, desenvolvimento e conclusão, com o tema de combate à corrupção.

Já a segunda fase da disputaserá um projeto de artes de forma livre, que pode ser desenvolvido por meio de todas as vertentes artísticas, como poesia, dança, teatro, música, documentários, entre outros.

A terceira e última etapa do projeto será em formato de discurso, que será entregue à comissão organizadora e apresentado à população.

A comissão avaliadora será composta por três jurados, entre eles, promotores de Justiça. Os vencedores serão contemplados com um tablet, assim como o professor orientador do projeto, e a escola vencedora receberá R$ 1 mil.

Participam da iniciativa nesta edição 10 unidades de Cuiabá e 13 de Várzea Grande. Na Capital, são cinco estaduais: Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller, Dione Augusto Silva Souza, Rafael Rueda, Prof Heliodoro Capistrano da Silva e João Brienne de Camargo; e cinco municipais: Dejani Ribeiro Campos, Senador Darcy Ribeiro, José Luis Borges Garcia, Elza Luíza Esteves e Ranulfo Paes de Barros.

Em Várzea Grande, são oito estaduais: Júlio Strubing Muller, Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro, Dunga Rodrigues, Jaime Veríssimo de Campos Junior Jaiminho, Irene Gomes de Campos, Governador Jose Garcia Neto, Porfíria Paula de Campos e Manoel Correa de Almeida; e são cinco municipais: Lenine Póvoas, Dirce Leite, Abdala José de Almeida, Tenente Abílio e Caic – Gonçalo Domingos de Campos.