Projeto de Lei cobra carteira de vacinação no ato da matrícula escolar

temer recebe notificação de denúncia que pode custar seu mandato

“A população começa achar que não precisa mais vacinar o filho e não completa o quadro de imunização. Leva o filho para tomar a primeira dose e vai se descuidando das outras”, diz trecho de uma entrevista ao Jornal A Folha de São Paulo com a coordenadora do Programa de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, que em outro trecho da matéria relata que a adesão às vacinas, algumas delas obrigatórias para crianças e disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), caiu no Brasil.

O relato da especialista chamou a atenção do deputado estadual Silvano Amaral (PMDB) que apresentou o projeto de lei Nº 253/2017, obrigando a apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula nas escolas públicas e privadas que oferecem ensino infantil, fundamental e médio em Mato Grosso. A medida foi apresentada e lida em plenário, na sessão vespertina desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O projeto estabelece que, caso o matriculado não possua a carteira de vacinação, seu responsável terá o prazo de 30 dias para providenciá-lo junto ao órgão responsável. Essa determinação, segundo Silvano, é uma maneira de garantir a efetivação da vacina e seu controle. “A melhor forma de garantir que a vacina esteja em dia é associá-la à matrícula escolar, tendo em vista o amplo alcance que possibilita essa verificação”, argumentou o autor do projeto de lei.

Com intuito de garantir a vacinação de crianças e adolescente, a medida ainda assegura que, caso a carteira de vacinação não seja apresentada ou haja a constatação da falta de alguma das vacinas, a situação deverá ser regularizada sob pena de comunicação ao Conselho Tutelar para as devidas providencias.

Na justificativa do projeto, Silvano esclarece que falta da carteira ou a desatualização dela não geram impossibilidade da matrícula, mas a recomendação para sua regularização, com nova conferência no início do ano letivo.

“Queremos, através desta medida, criar uma maior colaboração entre os setores da saúde e da educação. As escolas têm o dever de orientar pais e responsáveis sobre a importância de estar em dia com o calendário de vacinação. Às vezes, a família pode não entender em que momento se deve dar essa vacina. É o papel proativo da educação”, observou o deputado.