Programa Escola Sem Partido é apresentado para os vereadores

programa escola sem partido é apresentado para os vereadores

Em reunião realizada nesta terça-feira (15) na Câmara Municipal de Rondonópolis, o Movimento Brasil Liberal – MBL, apresentou aos vereadores o Programa da Escola Sem Partido. O projeto defende a neutralidade ideológica, política e religiosa nas escolas.
Os representantes do MBL explicam que conforme o programa, seria afixado nas paredes das salas de aula das escolas do municípioos deveres do professor. Esses deveres são:
1 – O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.
2 – O Professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.
3 -O Professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4 -Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.
5 – O Professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
6 – O Professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.
Em todo o Brasil o MBL realizou reuniões com representantes do legislativo, com o intuito de debater com legisladores sobre a relevância do programa. Para Gabriel Martins, um dos idealizadores do MBL em Rondonópolis, a pauta é de suma importância para a neutralidade de ideologias, seja qual for, em sala de aula.
“O projeto é simples, não é de direita ou de esquerda. A fixação dos cartazes serviria apenas para os alunos saberem dos seus direitos. Só estamos sugerindo que o professor não se aproveite da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”, explica.
O programa deve enfrentar dificuldades junto aos vereadores, devido a polêmica que ele tem enfrentado em todo Brasil. Porém, os legisladores prometeram que vão discutir o assunto a fundo, para analisar uma possível inclusão na pauta das próximas sessões.