Programa do Inpe identifica focos de incêndio pelo País em tempo real

consumo das festas de final de ano aumentam a produção de resíduos na capital

Desde a década de 1980, oInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, empenha-se em ações de monitoramento para identificação de queimadas no País. Atualmente, oPrograma Queimadas – Monitoramento por Satélites (InfoQueima)consegueidentificar qualquer incêndio em qualquer parte do País.

O programa foi crescendo à medida que as tecnologias foram melhorando, com satélites mais precisos e com acesso a dados em tempo real. O coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe,Alberto Setzer, lembra que,em 1980, as informações eram divulgadas via telex. Hoje, tudo é transmitido pela internet.

Setzer destaca que a maior contribuição do InfoQueima, desde o início dos trabalhos, foi a possibilidade de mostrar, já naquela época, a relação entre as queimadas e as mudanças climáticas no planeta. “Antes desse trabalho, não se falava nisso. Foi esse trabalho que mostrou a dimensão das queimadas, do desmatamento no Brasil naquela época, com impactos extremamente relevantes dos pontos de vista ambiental, climático e científico”, afirma.

Dimensões brasileiras

O monitoramento de queimadas em imagens de satélites é imprescindível num país como o Brasil, com dimensões continentais e muitasregiões remotas, sem meios intensivos de acompanhamento, alerta o coordenador do Inpe.

O InfoQueima atualiza dados a cada três horas, todos os dias do ano. No total, são processadas cerca de250 imagens por dia.O programa consolida todas as informações em umrelatório diário automático, com tabelas e gráficos que permitem o uso inteligente das informações para trabalhos de combate aos incêndios, especialmente porgrupos de brigadas de bombeiros e por secretarias de meio ambiente.