
A última quinta-feira foi diferente para doze pessoas com deficiência física. O dia ensolarado na Capital foi apenas um dos atrativos entre os diversos momentos especiais que essa turma vivenciou. Com auxílio do programa Porta a Porta, resultado de um convênio entre Prefeitura de Florianópolis e Aflodef, eles chegaram com segurança até a praia da Armação, onde embarcaram rumo a Ilha do Campeche. A Associação dos Pescadores Artesanais da Praia da Armação doou o transporte de barco de ida e volta da Ilha.

Guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina acompanharam todo o trajeto pelo mar e também na embarcação. Os profissionais ainda auxiliaram na segurança dos deficientes físicos durante o tempo de permanência deles no mar.
“O Porta a Porta veio para garantir a inclusão dos deficientes físicos e proporcionar momentos que eles vão lembrar durante toda a vida”, comenta o Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.
Mayara Kelly Machado, de 24 anos, é mãe do pequeno Mike, de 5 anos e sempre conta com o programa Porta a Porta para levar seu filho para a creche. O passeio até a Ilha do Campeche foi a primeira vez que ela utilizou para uma atividade de lazer. Diagnosticado com paralisia cerebral aos nove meses de idade, ele foi um dos deficientes físicos que aproveitaram o dia na Ilha.

Enquanto Mayara embalava Mike em uma bóia na água, o pequeno não escondia a animação ao bater as mãos na água. “É maravilhoso ter essa oportunidade. O Mike ama estar na água. É uma sensação incrível conhecer esse paraíso. Não tenho palavras. Ele ama a natureza, a água, estar em contato com a areia da praia. Quando ele chegou aqui já ficou todo animado”, afirmou Mayara.
“Eu diria para os pais que estão em casa, que tem filhos com deficiência, para saírem e passear com eles. São crianças como qualquer outra, que precisam sentir o mar, a areia”, finaliza a mãe.
Wesley Ribeiro, 9 anos, também aproveitou muito o passeio. Entrou no mar várias vezes e não queria sair. “Tem muita gente aqui perto para cuidar de mim, por isso que eu gosto de ir mais para o fundo”, contou.

“Eu senti uma paz e muita alegria de estar neste lugar”, comentou Pedro Silva, 15 anos.



















