Procedimentos para exportação de animais vivos terão novas regras

Mudanças estão de acordo com as recomendações internacionais vigentes

Procedimentos para exportação de animais vivos terão novas regras
Brasil tem 42 Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPEs) em atividade - Foto: Arquivo/Governo de Alagoas

Uma instrução normativa publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (3) atualiza os procedimentos para exportação de animais vivos. Dentro de 60 dias, os Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPE) – locais privados autorizados a isolar os animais antes do transporte para o exterior – terão acompanhamento de veterinários habilitados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com treinamento específico em problemas sanitários, legislação e bem-estar animal.  

Outra novidade é a obrigatoriedade de registrar em relatório todas as ocorrências durante o transporte marítimo dos animais. Esse registro deve ser apresentado ao Mapa em 10 dias úteis após a chegada ao destino.

As mudanças estão de acordo com as recomendações internacionais e valem para a exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos para abate (imediato ou engorda) ou para reprodução.

Estrutura

Atualmente, o Brasil tem 42 EPEs em atividade, credenciados pelo ministério: Pará (19), São Paulo (13), Rio Grande do Sul (5), Minas Gerais (4) e Santa Catarina (1). Essa habilitação deve ser renovada a cada cinco anos. 

A exportação de animais vivos, principalmente de bovinos e bubalinos, começou a se estruturar em 2004.

Com melhores condições sanitárias, o rebanho brasileiro atraiu o interesse de países importadores e a venda de animais vivos passou a ser uma oportunidade comercial. De acordo com o Mapa, em 2017, o País faturou US$ 276 milhões. Até julho de 2018, as exportações de bovinos e bubalinos alcançaram US$ 301 milhões.