Prefeitura de Florianópolis deve usar câmeras de videomonitoramento em infrações. Foto: Reprodução
A Prefeitura de Florianópolis passou a usar também câmeras de videomonitoramento para fiscalizar o trânsito do Centro. Pelas imagens, os guardas municipais podem verificar infrações e emitir multas na hora. Os locais onde essa tecnologia está implantada são sinalizados com a placa “fiscalização de trânsito por meio de videomonitoramento”.
A ação é feita desde quinta-feira (9). Nas próximas semanas, devem ser instaladas mais 20 câmeras. As imagens que geram as multas ficam guardadas nos computadores da prefeitura.
Há fiscalização por videomonitoramento no Largo da Alfândega, em ruas como a Tenente Silveira e também na Bocaiúva.
Funcionamento
“O guarda, o agente de trânsito, ele, nas câmeras aqui na central de monitoramento, faz essa verificação, expede o auto de infração e daí para frente o auto tem andamento normal como se fosse uma multa presencial que foi dada no veículo estacionado, por exemplo”, explicou o secretário municipal da Segurança Pública, Alceu de Oliveira.
Uma das primeiras multas aplicadas com esse novo sistema foi de um motorista que parou o carro na Rua Bocaiúva, em frente a um shopping. Pela norma, ele só poderia embarcar ou desembarcar, não poderia ficar parado no local, nem com o pisca-alerta ligado. O condutor recebeu multa de R$ 130 e quatro pontos na carteira de habilitação.
Uso diferente do tempo
A ideia ocorreu porque os guardas perdiam muito tempo percorrendo as ruas do Centro para atender todas as ocorrências geradas relacionadas a infrações de trânsito.
Agora, vão usar esse tempo de forma diferente. “Libera efetivo para que a gente possa utilizar nas praças, nos bairros, usar a guarda próxima da comunidade”, afirmou o secretário.
“Nós temos uma situação do posto da [Avenida] Mauro Ramos que todos os dias nós temos que encaminhar guardas municipais para lá. Se nós colocarmos uma sinalização e fazer a fiscalização por videomonitoramento ali naquele local, é algo que vai ter um resultado muito rápido”, disse o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan Couto.
A prefeitura diz que o objetivo não é punir e sim, educar. Mas, para o presidente da Comissão de Direito do Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ilson Krigger, isso só ocorre quando o guarda está presente no local.
“Faz com que mude o comportamento. Não apenas do condutor que está sendo abordado, mas dos demais que estão circulando e verificam a presença do agente de trânsito, que notam que há uma fiscalização das infrações de trânsito. Isso, além de mudar o comportamento, causa uma sensação de punição”, afirmou.