A poluição atmosférica diminuiu em áreas de Santa Catarina durante o isolamento social adotado para combater o coronavírus, mostraram imagens de satélite divulgada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA).
Sem transporte público e com muitas pessoas trabalhando em casa, a queda de veículos nas ruas foi um dos principais fatores para a redução dos gases poluentes na atmosfera. A redução das atividades da indústria também colaborou.
As imagens de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), que comparam o período de 22 de março a 5 de abril do ano passado, com mesmo período deste ano, quando a quarentena já estava em vigor no estado.

As principais alterações ocorreram na região Sul, onde operam carboníferas e também no Litoral entre a Grande Florianópolis e Joinville, onde estão as maiores frotas de veículos.

“O principal componente analisado foi o dióxido de nitrogênio que é proveniente principalmente da queima de combustíveis fósseis e é um dos principais indicadores da poluição atmosférica. Foi possível fazer uma análise qualitativa desses dois períodos e identificar a redução desse componente na atmosfera”, explica o gerente de Gestão de Informações Ambientais e Geoprocessamento, Diego Hemkemeier Silva.
O estado não tem equipamentos para monitorar a qualidade do ar que os catarinenses respiram, por isso não é possível obter dados mais precisos.

Para o supervisor do Laboratório de Controle da Qualidade do Ar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Leonardo Hoinaski, a falta de monitoramento é grave. “De acordo com a OMS, 7 milhões de mortes ocorrem prematuramente em função da poluição do ar, sendo que os países em desenvolvimento e subdesenvolvido sofrem mais nesse sentindo”, disse.




















