Políticos catarinenses participam de encontro com ministro chefe da Casa Civil em Brasília

Café da manhã foi promovido pela Associação de Rádios e TV de Santa Catarina (Acaert) nesta quarta-feira.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre os assuntos, foi discutida a fusão da Eletrosul e da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), que fica no Rio Grande do Sul, e a Reforma da Previdência. As duas empresas são subsidiárias de energia da Eletrobrás.

O ministro prometeu aos políticos catarinenses uma audiência com presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a incorporação da Eletrosul pela empresa gaúcha, com transferência da sede para o Rio Grande do Sul.

“Há pontos de vista diferentes quanto à incorporação. Na próxima semana, vou ajustar uma data para que a bancada catarinense converse com o presidente Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Tenho a certeza que vamos construir um entendimento. A Eletrosul sempre teve uma presença importante em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não vejo razão para gente não continuar trabalhando em parceria”, disse Lorenzoni.

O argumento dos parlamentares é de que a empresa gaúcha é menor e deficitária e, portanto, não poderia ser a sede. Agora a decisão de reverter a fusão é política, já que o Conselho da Eletrobras já aprovou a mudança e a previsão é que a incorporação aconteça até julho.

A Eletrosul constrói e opera instalações de transmissão e geração de energia elétrica que passam pelo Rio Grande Do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. Em nota garante que não haverá demissão de empregados e que todos profissionais de Santa Catarina continuarão trabalhando nos mesmos locais. Disse também que não haverá perda na arrecadação de impostos para Santa Catarina porque o recolhimento de tributos não será alterado.

Afirma também que toda a estrutura da Eletrosul em Santa Catarina será mantida, e que a fusão vai trazer lucros a longo prazo.