A polícia francesa divulgou neste domingo (22) uma imagem do terceiro suspeito de ter realizado o ataque a bomba no Stade de France, em Paris, no último dia 13. Agora, as autoridades pedem ajuda na identificação dele.
Na sexta-feira (20), os investigadores haviam anunciado que esse homem havia sido registrado no último dia 3 de outubro na ilha grega de Leros. Ele teria estado lá junto com outros dois homens-bomba, que também já tiveram suas fotos divulgadas, mas ainda não foram identificados.
O atentado fez parte de uma série de ataques reivindicados pelo grupo terrorista EI (Estado Islâmico) e realizados em uma mesma noite na capital francesa. Ao todo, 130 morreram e 350 ficaram feridas em seis locais diferentes.
Entre os três envolvidos no atentado ao estádio de Paris, apenas um foi identificado até agora. Bilal Hadfi, era um francês de 20 anos que morava na Bélgica.
Além de Hadfi, outro homem-bomba, Brahim Abdeslam, também vivia no país. O suspeito fugitivo Salah Abdeslam, irmão de 26 anos de Brahim, voltou para casa em Bruxelas rapidamente após os ataques em Paris.
A Bélgica ampliou sua busca neste domingo por extremistas islâmicos armados cuja presença colocou Bruxelas em alerta máximo de segurança, com autoridades afirmando que mais de um militante estava em liberdade na cidade. O alerta fechou o sistema metroviário da capital, embora um ministro sênior tenha afirmado ser provável a reabertura na segunda-feira (23).
Questionado se o nível de alerta máximo de segurança desde sábado está relacionado apenas a Salah Abdeslam, o ministro do Interior, Jan Jambon, disse à emissora BRT que "infelizmente não".
— É uma ameaça que vai além daquela única pessoa. Estamos avaliando mais coisas, por isso colocamos em vigor uma concentração de recursos tão grande.
Bernard Clerfayt, prefeito do distrito de Schaerbeek de Bruxelas, foi citado pela emissora RTBF afirmando que há "dois terroristas" na área de Bruxelas prontos para atos violentos.
Mohamed Abdeslam, irmão de Brahim e Salah, incitou Salah em entrevista na televisão RTBP a se entregar, acrescentando acreditar que Salah ainda está vivo porque teve uma mudança de opinião de última hora enquanto estava em Paris.
O centro da crise na Bélgica, um órgão estatal que assessora o governo em temas de segurança, disse neste domingo que o estado de alerta para Bruxelas permanece no maior nível de quatro, o que significa uma ameaça "séria e iminente" de um ataque.


















