A operação foi batizada como “Farra do Boi”. Entretanto, o estelionato não tem relação com a prática criminosa de mesmo nome, afirma o delegado Eder Juliano Matte, responsável pela pela Delegacia da Comarca de Armazém, e que também atende Gravatal.
Conforme a Polícia Civil, o comprador é suspeito de já ter praticado o mesmo golpe em outros criadores de gado, das regiões da Grande Florianópolis, Curitibanos e Tubarão. “Ele levava os gados, e deixava para pagar depois ou passava “cheques frios”. Daí, ele sumia e nunca mais pagava”, explica Matte.
Pagamento nunca foi feito
As investigações iniciaram após a vítima do estelionato, um morador de Curitibanos, fazer a denúncia à Polícia Civil. Conforme o delegado, a vítima fez a venda das cabeças de gado, mas nunca recebeu sequer uma parte do pagamento, avaliado em R$ 103 mil.
Após a venda, o comprador emitiu uma GTA (Guia de Transporte de Animal) para o município de Lauro Muller, mas abrigou os animais na fazenda de um conhecido, morador de Gravatal, há 45 quilômetros. O GTA é responsável por informar o trajeto realizado pelos animais e o seu porte é obrigatório.
A investigação suspeita que o estelionatário mudou o endereço da guia para que o vendedor tivesse dificuldade em localizar o gado. Entretanto a vítima ficou sabendo que o comprador estava na região, acionando a Delegacia de Armazém.
Na noite de quarta-feira (29), os policias identificaram que o gado estava na região. Junto com a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), órgão sanitário responsável, e a Polícia Militar, os policias foram até a propriedade e recuperaram o gado na manhã do dia seguinte.
Conforma a Polícia Civil, as cabeças de gado foram entregues ao proprietário original ainda no mesmo dia. Durante a operação, o suposto estelionatário não estava na propriedade, mas se comprometeu com a Polícia Civil em prestar depoimento. O inquérito policial que apura as circunstâncias do crime tem trinta dias para ser concluído.