A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (20) o inquérito sobre o jovem de 19 anos morto pela Polícia Militar em Florianópolis em abril. A delegada responsável pelo caso, Salete Teixeira, não deu detalhes sobre o resultado da investigação. Na Corregedoria da Polícia Militar, a apuração ainda está em andamento.
A família de Vitor Rodrigues Xavier da Silva disse que ele estava brincando de atirar em latinhas com uma arma de pressão quando foi baleado pela polícia, em 18 de abril. A PM alegou que não tinha como saber que a arma não era letal e que revidou ameaça. O jovem foi baleado e morto por volta das 13h no bairro Ingleses.
Os parentes continuam abalados e não querem falar sobre o assunto. O advogado da família, Diógenes Fonseca, disse que deve ajuizar uma ação por danos morais, mas aguarda o resultado do inquérito. Para ele, os laudos técnicos são cruciais para elucidar o caso.
“Os policiais que participaram da ocorrência alegam uma coisa e os familiares e vizinhos que estavam na redondeza, muito embora não tenham presenciado ou visto, estavam muito perto, e não batem as informações fornecidas pela polícia. Não existe até então nenhum vídeo ou testemunha ocular, então a gente fica muito dependente dos laudos periciais”, disse.
Segundo o advogado, o laudo cadavérico feito pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que a vítima foi atingida por quatro disparos. Já o laudo do local do crime foi entregue pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) nesta segunda à Polícia Civil.
Corregedoria
Sobre o outro inquérito, da Corregedoria da PM, está dentro do prazo de 40 dias para ser concluído, de acordo com nota enviada pela corporação.
O documento informa ainda que os policiais envolvidos no caso foram ouvidos e seguem trabalhando na unidade. Um deles chegou a ter afastamento médico por conta do estresse da ocorrência, mas retornou ao trabalho.
A PM disse que só poderá divulgar a identidade dos policiais após o término do inquérito.
“A família está bem debilitada, acho que essa é a palavra. A mãe, é uma dor enorme. A irmã, que praticamente presenciou tudo está tomando remédio controlado. Então está sendo muito difícil para eles. E fora o medo, né. Estão com muito medo”, disse o advogado.




















