A Arena das Dunas, um dos 12 palcos da última Copa do Mundo, está à venda. Investigado por suposto envolvimento em corrupção pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o Grupo OAS apresentou nesta segunda-feira um pedido de Recuperação Judicial de nove de suas empresas e divulgou que irá vender alguns de seus ativos, como 100% do estádio de Natal e 50% da Arena Fonte Nova, na Bahia, para renegociar dívidas e dar segurança aos seus credores.
Segundo nota do grupo, a OAS passa por dificuldades financeiras desde que começou a ser investigada pela PF em novembro, o que resultou na interrupção de linhas de crédito e suspensão de pagamentos e contratações por parte de clientes. Os problemas de caixa motivaram o grupo a suspender pagamentos de dívidas.
A construção da Arena das Dunas teve um custo de R$ 423 milhões. Desse montante, a OAS investiu R$ 100 milhões e o restante foi financiado pelo Governo do Rio Grande do Norte pelo BNDES.
Em entrevista para “O Jornal da Tarde”, o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado, Luciano Ramos, afirmou que no final do pagamento o custo total do estádio aos cofres do RN será de R$ 1,3 bilhão.
A OAS também colocou à venda ativos de 50% da Arena Fonte Nova, em Salvador, cujo valor total ficou em R$ 689 milhões.
Na mesma nota, o presidente da OAS Investimentos, Fabio Yonamine, explicou a razão do pedido de Recuperação Judicial e das vendas.
“O setor de infraestrutura depende de financiamento intenso de capital para o desenvolvimento dos projetos que dão suporte ao crescimento econômico do País. Desde o início das investigações na Petrobras, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras. Com quase 40 anos de vida, a OAS se vê impelida a tomar medidas que lhe permitam continuar a operar num processo saudável de renegociação das dívidas, preservando milhares de empregos diretos e indiretos”, afirmou.
Além dos dois estádios, o Grupo OAS também venderá suas participações em ativos na Invepar (24,44% do negócio), na fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), na OAS Empreendimentos (80%), na OAS Soluções Ambientais (100%), na OAS Óleo e Gás (61%) e na OAS Defesa (100%).














