Obra do Largo da Alfândega é adiado pela quinta vez e deve ser entregue no fim de janeiro

Esta é a quinta vez que o prazo é adiado pela prefeitura da capital. Entre as dificuldades enfrentadas está a estrutura metálica, segundo secretário de Obras.

Revitalização do Largo da Alfândega, em Florianópolis, deve ser entregue no fim de janeiro. — Foto: Reprodução

A revitalização do Largo da Alfândega em Florianópolis deve ser fica pronta no fim de janeiro. A nova data foi informada nesta sexta-feira (10) pelo secretário de Infraestrutura municipal, Valter Gallina. Esta é a quinta vez que a obra tem o prazo final adiado.

“Uma recuperação histórica, tem suas nuances, seus problemas. Estamos tendo dificuldades com a estrutura metálica da área de serviço pois ela é ondulada, pois vai representar a renda de bilro. Quando faz a solda, as vigas trabalham. Após a parte metálica, fazemos o tablado de madeira. Tem a parte das cafeterias, lanchonete, a parte da Polícia Militar, os bicicletários. Estamos trabalhando muito para que no fim deste mês nos possamos entregar a cereja do bolo do Centro Histórico”, afirmou Gallina.

As obras começaram em agosto de 2018 com prazo de um ano para a conclusão, mas com o período de chuvas a prefeitura disse que precisaria de mais tempo, até outubro. Entretanto, a empresa responsável precisou mudar o projeto e pediu um aditivo. O prazo passou então para 31 de dezembro.

Ainda em dezembro, a prefeitura informou que o novo prazo de entrega seria entre 11 e 18 de janeiro e, agora, o prazo foi novamente adiado. Mais trabalhadores chegarão ao local para acelerar ainda mais o processo.

Aumento do custo da obra

O largo da alfândega terá 14 mil metros quadrados de área. No projeto, estão previstas a construção de decks de madeira, bancos de concreto e iluminação no nível do piso. A execução do projeto tinha um orçamento inicial previsto de R$ 7.791.176,36, mas terminará custando aproximadamente R$ 9 milhões.

História

A obra de revitalização do Largo da Alfândega tem revelado parte da história do Centro de Florianópolis. Entre os achados recentes está um porão que fica no local onde funcionava, até a década de 1950, o Hotel La Porta.

Parte desses achados deve ficar protegida debaixo da terra, como um pilar de madeira que fazia parte da sustentação do cais onde chegavam as mercadorias.

Já o muro, construído no século XIX, deve ficar à mostra. No total, 160 metros do muro que separava o mar da antiga Casa de Alfândega, na década de 1970, e que atravessa toda a praça, ficarão expostos. O projeto prevê um espelho d’água na frente dele.