O verão ainda nem começou, e as caravelas, que são consideradas mais perigosas que as águas vivas, já foram vistas no litoral de Santa Catarina. Depoimentos de moradores de localidades de Bombinhas, Porto Belo, Penha, São Francisco e também aqui em Florianópolis como na praia do Santinho, Canasvieiras e Campeche comprovam que vários pontos do litoral catarinense tem deixado banhistas e surfistas assustados com essas aparições.
Nos locais em que for constatada a presença de caravelas, os guarda-vidas estarão hasteando a bandeira lilás. Fique tento a sinalização dos postos de guarda-vidas, se houver uma bandeira lilás hasteada é sinal de ocorrência de água viva ou caravelas naquela praia.

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Afinal, qual é o procedimento correto para os casos de queimaduras por esses animais? “É importante é que a pessoa saia logo da água. Dependendo do grau da queimadura, a dor é forte e a pessoa pode ter problema de respiração. Então a primeira coisa é sair da água e lavar a região”, recomenda João Aveleira. Já na areia, é preciso ter cuidado com o que será usado na pele, para não agravar o quadro. “Não se deve friccionar com toalha, pois isso vai irritar a pele e favorecer a penetração do veneno. O ideal é lavar com água salgada, a do mar, de preferência gelada”, orienta.
Enquanto a água marinha é capaz de lavar o veneno do local, outro produto simples é recomendado para inativar as células dos tentáculos que ainda não liberaram o veneno. “O vinagre pode neutralizar o veneno e ajudar a diminuir a dor”, acrescenta o dermatologista. Lembrando que os tentáculos do animal devem ser retirados com o uso de luvas e pinça.
O principal alerta aos banhistas é o de jamais usar água doce nessas queimaduras. “A tendência das pessoas é lavar com água doce, mas as águas-vivas e as caravelas têm pequenas espículas que vão liberar o veneno justamente com esse contato”, alerta o médico. Segundo ele, as compressas com água doce e morna só são recomendadas para queimaduras por determinados peixes venenosos ou com ferrões.
Ao contrário do popularmente pregado, também não se deve urinar na região afetada ou usar qualquer outro tipo de produto, como bebidas alcóolicas e refrigerantes. “A pessoa vai perder tempo em vez de seguir logo o procedimento correto, e algumas substâncias ainda podem irritar a pele. Qualquer irritação pode até facilitar ou aumentar a disseminação do veneno. Isso vai atrasar os cuidados e não vai melhorar em nada o indivíduo”, destaca o dermatologista.
Para avaliação do envenenamento, é importante o auxílio médico, o mais rápido possível. Se necessário, o paciente poderá receber medicamentos, como corticoides tópicos e analgésicos.




















