Número de mortes causadas por raios tem queda no Brasil, aponta Inpe

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As descargas elétricas matam, em média, 111 pessoas por ano no Brasil. O levantamento sobre as mortes registradas no país nos últimos 15 anos foi divulgado na manhã desta sexta-feira (23) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O estudo feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) compara dois períodos. De 2000 a 2009, foram contabilizadas, em média, 132 mortes. Já quando se analisa os dados de 2000 a 2014, a média cai para 111.

O levantamento aponta ainda que as vítimas de raios na região norte estão aumentando enquanto no sudeste e centro-oeste os registros vem diminuindo. No ranking por cidades, São Paulo lidera o número de vítimas fatais, com média de 26 mortes registradas por ano. Em seguida, estão Manaus (AM) com 22 mortes;11 em Campo Grande (MS);10 em São Luís (MA) e nove em Porto Velho (RO). O Rio de Janeiro, Brasília (DF) e São Gabriel da Cachoeira (AM) tem oito mortes por raios cada um.

Para o próximo verão, o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, reforça a importância das pessoas adotarem medidas de segurança durante os temporais, já que a estação deve ter aumento de raios.

“A tendência é que a incidência de raios aumente nos próximos anos. No próximo verão, a região sudeste poderá ter aumento nos raios, apesar do crescimento previsto não ser tão grande quanto a região sul, que pode até duplicar”, afirmou.

Perfil

O levantamento também aponta para uma mudança no perfil das vítimas de raios. Até 2009, 40% das vítimas tinham até 24 anos. Já nos últimos quinze anos, o número de vítimas dessa faixa etária passou para 68%.

O estudo também chama a atenção para um outro dado. Apesar da residência ainda ser o local mais seguro para se abrigar durante os fortes temporais, as mortes dentro de casa saltaram de 12% no primeiro levantamento para 19% nos últimos quinze anos.

“Os números preocupam e mostram que precisamos evoluir em sistemas de proteção dentro de casa, pois ainda há riscos. É necessário que as pessoas evitem ficar próximo de objetos ligados à rede elétrica ou rede telefônica durante as tempestades”, disse Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat.