
Nove pinguins-de-magalhães foram devolvidos ao mar na manhã desta quinta-feira (7) na Praia do Moçambique, em Florianópolis. Eles estavam sendo reabilitados por equipes da Associação R3 Animal, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).
De acordo com os profissionais, alguns animais estavam recebendo os cuidados desde junho. Quatorze aves continuam em tratamento no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal) até que tenham condições de também voltarem ao mar.

Neste ano, já foram registrados 747 pinguins em praias da Capital catarinense. Destes, 695 estavam mortos. Em 2018, houve registro de 1.814 aves, sendo 1.693 mortas.
Conforme a R3 Animal, as mortes podem ter acontecido por causa da longa viagem que os animais fazem em direção às praias brasileiras, geralmente vindos da Argentina, do Chile e das Ilhas Malvinas. Muitos são encontrados cansados, debilitados, com sinais de desidratação e, alguns deles, com pneumonia.

A espécie
O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é conhecido pela plumagem preta nas costas e nas asas e branca no ventre e no pescoço. Anualmente, migra para o Brasil a procura de comida, durante as estações mais frias. A ave se alimenta basicamente de peixes e crustáceos.
Como ajudar?
As equipes de salvamento solicitam que, caso mamíferos, aves ou tartarugas marinhas sejam encontradas debilitadas ou mortas em praias catarinenses, seja feito o acionamento dos profissionais por meio do telefone 0800 642 3341.



















