No dia em que completaria 90 anos, poeta Zininho recebe homenagens em Florianópolis

Autor do hino da capital, Rancho de Amor à Ilha, morreu aos 69 anos.

Pintura produzida pelo artista Leonardo Furtado Instagram: @leonardofurtadoarte

Se estivesse vivo, o autor de Rancho de Amor à Ilha, música considerada o hino de Florianópolis, comemoraria 90 anos nessa quarta-feira (8). O poeta Zininho, ou Cláudio Alvim Barbosa, deixou um legado de cultura que está sendo celebrado com homenagens em Florianópolis.

Até o começo da tarde, a filha dele, Cláudia Barbosa e seu quinteto fizeram uma apresentação em um palco montado na Praça XV, com repertório das canções do poeta. O espetáculo teve como tema “Zininho, 90 anos de amor à Ilha”, com direção musical de Raphael Galcer.

À noite será apresentado um documentário no Teatro da Ulbro, as 20h, e assinada a ordem onde toda a sua obra será eternizada a partir da digitalização, segundo a Fundação Franklin Cascaes.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Parte do acervo de Zininho está disponível na Casa da Memória, em Florianópolis, onde estão guardados fotografias, discos e programas de rádio onde o poeta participou com suas canções. Outra parte está no Museu da Imagem e do Som e na casa de familiares.

Cláudio Alvim Barbosa nasceu em Biguaçu dia 8 de maio de 1929, na Grande Florianópolis, mas passou sua vida na capital catarinense. Zininho morreu dia 5 de setembro de 1998, no hospital Nereu Ramos, de enfisema pulmonar, aos 69 anos.

A música Rancho de Amor à Ilha foi escolhida como hino de Florianópolis em 1965 através de um concurso promovido pela Prefeitura Municipal. O hino foi oficializado pelo Projeto de Lei nº 877 de 27 de Agosto de 1968.

Letra de Rancho de Amor à Ilha

Um pedacinho de terra

Perdido no mar

Num pedacinho de terra,

Belezas sem par

Jamais a natureza

Reuniu tanta beleza

Jamais algum poeta

Teve tanto, pra cantar

Num pedacinho de terra

Belezas sem par

Ilha da moça faceira

Da velha rendeira tradicional

Ilha da velha figueira

Onde em tarde fagueira

Vou ler meu jornal

Tua lagoa formosa

Ternura de rosa

Poema ao luar

Cristal onde a lua vaidosa

Sestrosa, dengosa

Vem se espelhar