A pesquisa aponta ainda que o mercado de trabalho brasileiro contou com 92,5 milhões de pessoas ocupadas com 14 anos ou mais de idade no ano passado. A quantidade é 2,6% superior à registrada no ano anterior e 7,3% maior do que a de 2012.
Apesar de representar 52,4% da população em idade para trabalhar, as mulheres representavam 43,2% da força de trabalho em 2019. O cenário também se repete em todas as regiões brasileiras.

 

Raça e escolaridade

A análise por raça também indica diferença significativa na remuneração dos brasileiros. Enquanto o salário médio das pessoas branca era de R$ 2.999 no ano passado, a remuneração de pretos (R$ 1.673) e pardos (1.719) eram, respectivamente, 27,5% e 25,5% inferiores.

Quando o assunto é o nível de instrução da população, os dados da Pnad apontam que quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento do trabalhador. De acordo com o levantamento, a pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio (R$ 918).

Ao mesmo tempo, o salário das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 60,3% maior, de R$ 1.472. Já aqueles que tinham ensino superior completo (R$ 5.108) registraram rendimento médio aproximadamente três vezes maior que o dos profissionais somente com o ensino médio e cerca de seis vezes o daqueles sem instrução.