Maior produtor de grãos do Brasil, Mato Grosso ocupa o 10º lugar geral no Ranking de Competitividade dos Estados, apresentando a maior evolução em infraestrutura do país no último ano. Os dados foram divulgados na última semana, após pesquisa realizada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Consultoria Tendências e a Economist Intelligence Group.
Os números, segundo o senador Wellington Fagundes (PR-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem, são reflexo das inúmeras tratativas realizadas junto ao Governo Federal para a melhoria da infraestrutura mato-grossense – em especial a de transportes. No entanto, Wellington cobrou do Governo maior agilidade e menor burocracia para os investimentos no setor de logística.
O líder do PR no Senado afirmou também que os números "só não são ainda melhores pois muitas vezes há excesso de burocracia, falta de planejamento e de investimentos expressivos por parte do Governo”.
Como relator da avaliação do Senado sobre o Plano Nacional de Logística de Transporte (PNLT), Fagundes alertou que os desajustes políticos interferiram diretamente na economia do setor. Entre os problemas destacados pelo parlamentar está também a pavimentação das rodovias brasileiras, que existe em apenas 10% da malha viária.
“Além disso, a extensão das nossas ferrovias é muito inferior às necessidades. E embora os portos representam uma resposta positiva do setor, neles também encontramos inúmeros problemas”, disse o senador.
O estudo avaliou 65 itens, que foram agrupados em 10 pilares para chegar ao resultado geral. Mato Grosso subiu uma posição em relação ao ano passado, quando ocupava o 11ª lugar. O principal destaque do Estado foi em relação à infraestrutura, com um salto da 24ª posição em 2015 para a 14ª este ano. O ranking considerou fatores como custo de combustíveis, custo de energia elétrica, mobilidade urbana e qualidade das rodovias, este último item com um avanço de 11 posições, passando da 23º colocação para a 12º.
O senador é relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias e priorizou em seu texto recursos para investimentos em obras inacabadas. A medida, segundo ele, foi acertada com o Palácio do Planalto, e à época, Wellington declarou que nada é mais efetivo, nem possui resposta mais rápida e eficiente para o quadro econômico atual, “do que solucionar o estoque de obras inacabadas, que não geram benefícios à população”.
Nesta terça-feira (27), Fagundes se reuniu com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e diretores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para pedir a continuidade das obras de duplicação da BR 163/364 – que liga Rondonópolis a Cuiabá – visando a consolidação da rodovia como uma das principais vias de escoamento da produção agrícola de Mato Grosso.
“Pedimos o comprometimento do ministro para que garanta recursos necessários para a continuidade e até mesmo a aceleração dessas obras. É um serviço que definitivamente está melhorando a capacidade da rodovia”, afirmou o senador.

















