O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao juiz Sergio Moro nesta sexta-feira (2), a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras seis pessoas por crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o triplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.
O processo se refere a um suposto pagamento de propina feito a Lula pela construtora OAS, que teria ocorrido, sob as alegações do MPF, por meio da reforma de um tríplex de que o petista seria proprietário na cidade do Guarujá. Segundo o MPF, outra parte da propina teria sido paga a Lula por meio da locação de um espaço para o ex-presidente armazenar bens adquiridos à época em que presidia o país, como presentes que Lula ganhou durante o exercício do cargo.
Além de pedir a condenação de Lula, o MPF pediu, também, que sejam condenados o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos e ex-executivos da empresa Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Roberto Moreira Ferreira, Paulo Gordilho e Fabio Horia Yonamine. A ex-primeira-dama Marisa Letícia também era ré, mas teve o nome excluído da ação em virtude de sua morte, em fevereiro de 2017.
O documento protocolado pelo MPF pede que Lula seja condenado pela prática de corrupção passiva, por lavagem de dinheiro e que pague uma multa de R$ 87.624.971,26, referente à propina supostamente pega pela OAS.
A defesa do ex-presidente Lula tem até o dia 20 de junho para finalizar suas alegações. Está previsto para essa data o anúncio da decisão do juiz Sergio Moro sobre a ação.

















