Depois de muito, muito, muiiiiito tempo a Câmara de Vereadores de Rondonópolis viveu dias parlamento.
Os nobres edis finalmente pararam a rasgação de ceda e expressaram, enfim, posições ideológicas bem definidas.
Os protagonistas do fato foram Mauro Campos (PT) e Rodrido da Zaelli (PSDB). Os legisladores ascenderam durante a sessão ordinária de quarta-feira (13), o embate na histórica rivalidade nacional entre PSDB e PT , que já dura duas décadas.
Tudo começou depois que Mauro Campos subiu a tribuna para defender a pedaladas de Dilma Roussef. O petista afirmou ainda que o PSDB não poderia falar de corrupção, sem antes olhar para dentro do próprio partido. “O PSDB não tem autonomia para falar de corrupção, uma vez que o partido também está envolvido com corrupção”, criticou.
Rodrigo não deixou por menos, subiu a tribuna e rebateu. “Eu acredito que dentro de todos os partidos existem pessoas boas e pessoas não tão boas. Não concordo com a ideia de que o PT fez por que outro partido fez. Se outro partido agiu errado tinha que ser punido”, argumenta.
A troca de acusações ainda teve espaço para discutir a situação de duas potências nacionais. Mauro afirmou que a Vale do Rio Doce foi privatizada, no período de FHC, a preço de banana. Zaeli respondeu que o PT quebrou a Petrobrás, usando como argumento os escândalos dos últimos tempos que provocaram a falta de crédito da estatal. Segundo o vereador a Petrobrás perdeu tanta credibilidade que uma ação que valia U$ 60,00 há dez anos, hoje custa U$ 1,00.
Depois de alguns minutos de troca de farpas os parlamentares foram cercados pela imprensa e ganharam espaço entre os profissionais de comunicação, além do habitual.

















