O agronegócio é uma grande arma de que o Brasil dispõe no cenário mundial e, junto com investimentos em logística, estabelece um ‘caminho seguro’ para confrontar a crise econômica. A afirmação foi feita pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), ao relatar os resultados da Missão Internacional da qual fez parte, como representante do Senado, durante viagem ao Japão e Rússia no final do mês de junho. A comitiva foi liderada pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura.
O objetivo da viagem foi ampliar a participação do Brasil nesses dois países, que estão entre os mais importantes mercados internacionais. “Apesar dos nossos problemas, nossos parceiros lá fora nos olham com grande otimismo, com notável entusiasmo naquilo que podemos produzir, animados com os nossos projetos e propostas em tudo que podemos fazer e, sobretudo, confiantes nas potencialidades em que podemos avançar”, destacou o republicano.
Presidente da Frente Parlamentar de Logística em Transporte, Wellington afirmou que o comércio da carne brasileira com o Japão e do leite em pó com a Rússia foi um dos assuntos mais importantes da viagem. Ele disse que o Governo garantiu que vai cumprir todas as exigências do Japão e elogiou a vigilância sanitária brasileira.
A expectativa é de que o Brasil volte a exportar carne termoprocessada para o Japão até o final do ano. O produto está embargado desde 2012. Ele informou que uma equipe do Ministério da Saúde daquele país tratou de acelerar a vistoria a frigoríficos, propriedades rurais e laboratórios brasileiros.
Com os russos, ficou definido a exportação de leite em pó e derivados do leite brasileiro. No médio prazo, espera-se que empresas brasileiras negociem 20 mil toneladas do produto para o mercado russo, que importa anualmente 630 mil toneladas do produto, o que equivalente aproximadamente a US$ 1,2 bilhão.
Fagundes acrescentou que os países trataram também de investimentos na logística e na infraestrutura de transporte no Brasil. Para ele, essa deve ser uma atitude concreta para evitar que haja engessamento da produção por falta de rodovias, ferrovias e também das nossas hidrovias. Ele citou um estudo apresentado na publicação “Projeções do Agronegócio – Brasil 2014/2015 a 2024/2025”, elaborada pelo Ministério da Agricultura e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apontam que a produção brasileira de grãos deve aumentar quase 60 milhões de toneladas até o final dos próximos dez anos.
De acordo com senador mato-grossense, o Brasil tem a confiança dos estrangeiros e isso precisa ser valorizado internamente. Ele disse que a comitiva percebeu que existe uma grande demanda internacional pelos produtos brasileiros. Ele mostrou ainda confiança com o aumento da produção pecuária e com a ampliação das projeções da safra de grãos para este ano. O parlamentar disse que “os mercados estão ávidos” e que o Brasil precisa fazer a sua parte – disse.
Para Wellington, se existe um caminho seguro para confrontar a crise econômica que o país atravessa, esse caminho é o da produção. “Nesse Brasil mais simples, sugiro novamente explorar ao extremo essa que é uma das nossas mais fortes vocações, a de produzir alimentos” – disse, com efeito.

















