Menina sequestrada pelo Boko Haram é encontrada 2 anos depois

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Ativistas disseram que uma das adolescentes sequestradas pelo grupo jihadista Boko Haram, na cidade de Chibok, na Nigéria, foi encontrada em uma floresta no nordeste do país, na terça-feira (18). Ela já se encontrou com a sua família, segundo informou a CNN nesta quarta-feira (19).

Há dois anos, Amina Ali, de 17 anos, e outras 275 estudantes foram sequestradas em uma escola. Cerca de 200 das meninas seguem desaparecidas.

Existe a suspeita de que outras meninas tenham sido mantidas na floresta de Sambisa desde o sequestro já que a área é um reduto do grupo jihadista. O exército nigeriano fez uma série de operações na região nas últimas semanas.

A menina foi identificada por moradores da região e foi levada até a mãe, que confirmou sua identidade.

Tsambido Hosea Abana, que é um dos responsáveis em Chibok do movimento "BringBackOurGirls", anunciou a liberação, segundo a France Presse.

Em 14 de abril, um vídeo enviado pelo Boko Haram às autoridades nigerianas mostra várias menores que poderiam pertencer ao grupo, segundo a agência EFE.

Na época, pelo menos 15 delas foram identificadas pelas famílias nas imagens. Desde então, não se tinha mais notícias sobre o grupo.

O vídeo foi realizado pelos terroristas em dezembro e enviado ao governo de Borno, um dos estados nigerianos mais atingidos pelas ações dor Boko Haram.

Um grupo de 15 adolescentes, vestidas com um chador negro (um tipo de véu islâmico que deixa o rosto descoberto) até os pés, dizem à câmera seus nomes, a escola de onde procedem, sem aparentes sinais de ferimentos e nem maus tratos.

O vídeo foi exibido ontem na capital de Borno, Maiduguri, a mães de várias estudantes desaparecidas, segundo o jornal nigeriano "Premium Times".

Uma das supostas sequestradas, Naomi Zakaria, faz uma chamada perante a câmera às autoridades nigerianas para que ajudem o grupo a se reunir com suas famílias.

"Estou falando em 25 de dezembro de 2015, em nome de todas as meninas de Chibok e estamos bem", disse.
As três mães que viram as imagens disseram reconhecer suas filhas, e uma delas garantiu ter identificado mais cinco menores.

A situação no norte da Nigéria e nos países vizinhos da bacia do lago Chade é "aterrorizante", sob a constante ameaça do Boko Haram, que utilizou crianças em um de cada cinco atentados suicidas cometidos no ano passado.
Só em 2015, o grupo jihadista matou mais de 3 mil pessoas apesar de sua perda de território e da crescente pressão militar dos países da região.

Segundo as autoridades nigerianas, nos cinco últimos anos o grupo terrorista assassinou cerca de 12 mil pessoas.
Boko Haram, que significa em línguas locais "a educação não islâmica é pecado", luta por impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.