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Megaoperação nacional contra desvios no Banco do Brasil, prende duas pessoas em Florianópolis

Polícia Civil também cumpriu três mandados de busca e apreensão na Grande Florianópolis.

Carros foram apreendidos em SC em operação contra desvios do Banco do Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Duas pessoas foram presas preventivamente nesta quinta-feira (9) na Grande Florianópolis suspeitas de participar de um esquema que desviou quase R$ 30 milhões do Banco do Brasil no país. As prisões fazem parte de uma megaoperação nacional deflagrada pela Polícia Civil.

Os alvos são ex-funcionários da estatal e donos de empresas terceirizadas. A investigação cumpre 17 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em oito estados do país e no Distrito Federal. Até o início da manhã, 15 pessoas haviam sido presas.

Em Santa Catarina, além das duas prisões, foram cumpridos três mandados e busca e apreensão. As prisões e apreensões ocorreram em Florianópolis, nos bairros João Paulo e Jardim Atlântico, e em São José, no bairro Barreiros.

Polícia Civil também apreendeu relógios e celulares — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Até esta publicação, a Polícia Civil não havia divulgado os cargos dos presos e qual era a suspeita de envolvimento deles no esquema. Eles foram encaminhados para a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a Polícia Civil, também foram apreendidos quatro veículos, documentos, arquivos de computador e celulares.

Operação Nacional

Segundo a polícia, quando o cliente do banco quitava a dívida após contato com a terceirizada, o Banco do Brasil, automaticamente, pagava uma comissão. Só que, em alguns casos, o sistema apresentava inconsistência – uma espécie de erro técnico – e o pagamento tinha que ser feito manualmente por um servidor.

Dessa forma, o banco pagava um valor a mais para a prestadora de serviços e “recebia de volta um valor de propina”, apontou a investigação.

Os policiais civis identificaram que um dos responsáveis por esse pagamento, à época, chegou a receber R$ 4 milhões em créditos ao longo de dois anos. O suspeito foi demitido pelo próprio banco em janeiro. Um outro ex-funcionário também teria recebido R$ 900 mil na conta. A operação foi batizada de Crédito Viciado.

A operação é feita pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor) e envolve 140 agentes da unidade e de outras delegacias no país.

Caminhonete foi apreendida em mandato de busca e apreensão em SC — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Denúncia

Foi o Banco do Brasil quem denunciou o esquema para a polícia após uma auditoria interna que descobriu o rombo. Com a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 16 milhões das contas dos suspeitos.

A prisão é temporária e vale por cinco dias. O grupo vai responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.